sexta-feira, 29 de outubro de 2010

02:14

No céu;quietas e sozinhas;
brilham gotas de melancolia,
Resquício de um sorriso apagado,
Suspenso no ar...

Contemplo estrelas ,e,
só,
me esqueço...

Fecho a janela,
apago a luz,
Deito angústia,
e amanheço...

Rascunho e devaneio;sinto sono enfim;
Sonho,
Não adormeço.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cacos...

Jogando palavras ao acaso...
...Fazendo-me em cacos.

Restos de noites mal dormidas?
Dias não sentidos...

Meias -verdades,
E mentiras inteiras.

Quebrei o espelho,
Partindo ao meio,
O que nele ,
Havia refletido...

Ascendi às luzes
Mas ,foi o escuro que vi,
feito reflexo,entre os cacos.

Sombras de nada...

Sobras, do que se partia,
Fazendo-me em cacos 
de coisa nenhuma.

Sombras de tudo aquilo,
Que partia os meus sentidos.

Parti de mim...
...E ,não espero chegada.

Fiz-me em cacos...
...E não encontro cola.

Apenas, um espelho partido,
E ,outro belo estilhaço de vidro,
Com o qual me cortar mais tarde.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fantasmas

É a minha doce amargura,
Quem está a segurar a caneta agora.

E ,é ela,
Quem me diz;
Com tom suave;
Enquanto esbofeteia;
E mancha de vermelho;
O que ;antes ;era a minha face clara:

“Vamos, alimente a tua solidão,
Com mais um verso,
Que mora nesse teu sorriso amarelo,

Faça-se em versos,
Com o inverso daquilo
Daquilo que sentir.

Subverta verdades,
Até a tua farsa lhe parecer sincera.

Vá!
O que está esperando?!

Faça um dia de verão,
Nascer do inverno ,
Que se faz no teu coração.

Seja o ator de si mesmo,
Encene mais uma peça barata,
E viva, mais um dia vazio.

Abras o peito com a ponta da caneta,
E arranque de lá,
O coração,
Algumas vísceras,
Junte tudo,
E depois de misturar bem,
Dê de beber aos cães.

Eles estão bem a tua frente,
Só te esperando cair,
Então caia!

Só não se esqueça,
Que a tarefa de levantar,
Cabe apenas a quem caiu,
Então, rejeite as mãos,
Levante-se sozinho.

Ou fique ,assim,
Todo esparramado,
Entre vísceras e de peito ainda aberto,
Pelo teu chão frio.
Só esperando que os cães,
Da tua imaginação febril,
Venham lamber-te a face.

E, quando eles estiverem a urinar ,
Você poderá sentir o calor,
Então aqueça-se!

E ,com um meio sorriso nos lábios,
Faça sair da tua caneta barata outro verso ,
Para espantar os fantasmas,
Que povoam a tua solidão.”

Eu a escuto,  
Rabisco estes...

Mas,continuo vendo,
Os fantasmas que permanecem sentados;
Quietos; ao meu lado.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Desbravando Universos

Palavra por palavra
Linha por linha
E verso por verso.
Vou criando universos
De infinitas possibilidades

E como quem brinca de Deus,
Faço sair da caneta verões gelados
Noites ensolaradas,
E instantes eternos,
Que faço caber dentro da finitude.

Vou colocando palavra dentro de palavra,
Tirando palavra de palavra.

E palavra por palavra,
Vou com a ponta da minha caneta barata e quase sem tinta,
Desbravando universos inteiros.

E com os gritos que sinto apertando o meu peito,
Vou inventando palavras mudas,
E as faço ecoar silenciosas dentro dos teus ouvidos.

 Invento perfumes doces ,
Para as rosas mortas,
Cujos espinhos,
Colhi pelo caminho.

Vou criando,
Recriando.

Fazendo em verso,
 Aquilo que não se fez em mim.

Ressuscito mortos,
Faço paraísos infernais
E infernos gloriosos.
Crio quimeras,
Visto ,e dispo-me de máscaras,
Construo muros,
E enquanto desconstruo mundos,
Fecho-me em casa,
E abro a janela ,
Deixando o mundo entrar,
Em forma de poesia.

E como quem segura uma espada,
Seguro a caneta,
E travo uma guerra,
Contra os demônios,
Que eu mesma invoquei.

Vou apenas tentando me distrair ,
 E esquecer de todo o meu tédio,
 Inventando mundos inteiros,
Que tiro da ponta da caneta ,
E esparramo em forma de palavra,
Pelas minhas folhas,
Enquanto tento preencher com poesia,
A minha alma vazia.

Não ;eu não estou demente
Tão pouco sou poeta...

Sou apenas uma criança tola ,
Que brinca de inventar palavras...
E disfarça de beleza
Aquilo que é só tristeza,
Compondo canções mudas,
Que faço gritar nos teus sentidos.

Vou apenas tirando palavra de palavras.

E enquanto rascunho mais um verso ,
Ouço a pergunta do poeta tolo,
 Com voz de criança esperta :

”O que tem dentro da palavra?”

Oras,meu amigo,
Apenas outra palavra...

Respondo ingenuamente,
Enquanto rabisco mais um verso,
E pergunto para mim mesma :

"O que cabe dentro de uma palavra?"

Ouço;então;do mundo,
Com a mesma voz de criança esperta,
 Em forma de poesia:

Oras,sua tola e pretensa poetiza,
Apenas outra palavra!

Afinal,também o mundo,
Não passa de uma palavra?

Escuto, então, o mundo,
E com um sorriso nos lábios,
Rascunho mais um verso,
Tirando o mundo do mundo.
E colocando mais uma palavra torta,
Na minha folha vazia,

Sinto,então, a caneta estourando enquanto escrevo,
E com a mão ainda manchada de tinta,
Rabisco mais um verso,
E desbravo outro universo                                                                                      

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

...Apenas mais uma nota,que tiro da minha caneta desafinada

Caro poeta,
Que pena que não possa ter tido a chuva para,
Acompanhá-lo na tua caminhada...

Ao menos, não a teve hoje...

Eu, aqui, tive a chuva,
Mas não caminhei...
Apenas a olhei pela janela empoeirada
Fiquei apenas a escutar toda a melodia,
Que as gotas de chuva faziam ,
Tocar no meu telhado,
E que ecoavam como musica nos meus ouvidos,
E acabei adormecendo,
Ouvindo-a cantar para mim.

E quando finalmente sai para caminhar ela já havia cansado,
De cantar; em forma de gota ;sua canção.

Gota por gota,
E nota por nota
Ela havia cantando .
Como fazemos,
Com nossos versos,
Verso por verso.
E lágrima por lágrima.

Chorou a chuva por nós.
Gota por gota.
Chorou por mim,por você e por todos os outros que choram,
As grandes dores do mundo e da vida.
Por todos aqueles que choram,
Sem derramar lágrima alguma.
Todos aqueles que choram
E apenas choram,
Mas não tem a quem pedir um lenço emprestado,
para que possam secar suas lágrimas.
Pois, lágrimas secas não se choram,
E tão pouco se percebem.
Mas,caro poeta,
Sabes muito bem que seca ou molhada
Lágrima é sempre lágrima,
Esteja ela na tua face ou no meu papel...

Mas,caro poeta,quando fui caminhar já não tinha mais a chuva para me fazer companhia,
Tinha apenas os meus passos e um punhado de pensamentos vazios...
E por conta disso,
Não pude ouvir a canção do mundo.

Mas,hoje lendo os teus versos,
E ouvindo o teu jazz,
Eu sorri ,
Pois na melodia que compôs com a tua caneta;
Percebi ao fundo;
Enquanto a caneta tocava o teu papel e fazia um jazz misturado a bossa nova e outros rock’s;
O barulho da chuva.

Sim,eu quase, pude ouvir a canção da chuva que faltou na minha e na tua caminhada.

E essa canção,
Levou-me a querer roubar-lhe,
algumas notas da tua melodia,
Para compor a minha.

Que empresto,
[não só por hoje...]
A qualquer um que seja capaz;como você foi;
De ouvir o barulho das ruas,do mundo ,dos homens e da chuva...
E fazê-los cantar no papel.
Em forma de jazz,blues,rock ou outro ritmo qualquer.
Pois a chuva...

Ah...A chuva meus caros poetas;
Assim como a poesia ;
Não canta só pra mim,
E não se importa com os rótulos 
Que nós ;por não passarmos de maestros míopes;
damos a ela.

Sim;é verdade...
Não passamos de maestros míopes e um tanto cansados pelo peso da caneta.
E, por conta disso, não sabemos como tocar direito.
Mas,tocamos assim mesmo.

Pois, esta melodia,
Que sentimos ecoando silenciosa ,nos nossos ouvidos,
E que tentamos tocar com a caneta,
[confesso que um pouco desafinada às vezes]
É apenas uma pequena parte,
De uma grande sinfonia,
Que toca ;silenciosa; nos ouvidos de cada homem e mulher,
Sem distinção de credo,raça ,ideologia ou classe social...

Ouçam!
Ela está tocando agora,

E não só por hoje...

E ,ela é quase tão bela quanto à própria chuva caindo!
Eu posso ouvi-la e você?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Apenas caminhe

Só por hoje,
Não cantemos toda a nossa amargura.

Eu sei,eu sei...
Não precisa me dizer,
Que cantando ou calando,
Ela vai continuar lá
Bem ao lado de toda a nossa solidão,
Escondida em um canto,
apertando no peito e sufocando a nossa respiração...

Mas só por hoje,
Não rabisque um verso amargo
Não arranque do peito o teu pobre e ferido coração.
Esqueça as tuas dores e vá ver o sol que brilha,
Do lado de fora da tua janela empoeirada.

Só por hoje brinque de esquecer
E  esqueça de si mesmo.
E se puder deixe a caneta e o caderno em casa
E vá caminhar na chuva.

Veja,ela está caindo lá fora!
Por que você não vai tomar um pouco de ar puro, então ?

Só por hoje,
Não blasfeme contra si mesmo,
Não cortes o pulso com a caneta.
E vá apenas caminhar na chuva,
E deixe que ela molhe o teu rosto e lave as tuas lágrimas.

Eu sei,eu sei...
A dor que te dói agora é pesada.
E te faz chorar lágrimas secas,
Que por ;você; não saber mais como verter,
Vai chorando nas tuas linhas
Lágrima por lágrima,
Verso por verso.

Mas só por hoje esqueça essa dor,
E vá caminhar.
Deixe que os teus pés te levem para qualquer lugar;
Não olhe as pegadas que forem ficando pelo caminho;
Apenas siga em frente,
Sem temer a estrada que eles ainda irão tocar.

Eu sei,
Que o chão por onde passas é duro,
E machucas os teus pés já tão machucados;
Pelo sapato apertado que insistes em calçar;
Eu sei porque  também;eu; calço os mesmos sapatos apertados,
E já senti toda a aspereza do asfalto
Tocando os meus lábios.

Mas só por hoje vamos apenas caminhar,
Sem sentir os nossos passos.

Eu sei,
Que a estrada é longa e a tua carga é pesada
Carregas na tua pobre e gasta mochila,
Todo o pesar do mundo,
E ,eu sei,
Pois carrego na minha,peso igual ou maior.
Mas só por hoje,
Não carregue a mochila
E se esqueça do peso

Só por hoje,
Não coloque os teus pesados fones de ouvido,
E apenas escute o som que vem das ruas.

Eu sei,eu sei...
Que a música que vem do asfalto
É demasiada alta,
 E ;por vezes; machuca os teus ouvidos,
Mas só por hoje se esqueça dessas vozes ásperas ,e do ruído das ruas,
Que invadem os teus sentidos e machucam a tua audição,
Com o gemido do mundo.

Só por hoje esqueça-se do mundo, 
Que está ao seu redor!
Esqueça a insônia ,a misantropia,a incompreensão,a rebeldia,a subversão ,e a solidão.

Coloque tudo isso dentro da tua mochila,
E a deixe em casa,ao lado da tua folha vazia,
Da tua caneta barata ,
E dos teus copos cheios de nada,
E vá apenas caminhar.

Veja,tem uma noite adorável,
Se fazendo lá fora hoje!

E a chuva que caí ;
do lado de fora da tua janela empoeirada;
É apenas ,um convite a caminhada,
Se fazendo, para que os teus pés cansados,
De poeta jovem e amargurado,
Possam; enfim; descansar.

Então deixe o mundo para trás,
E se quiser traga consigo a garrafa.

Mas;hoje;
Vá apenas caminhar...

domingo, 10 de outubro de 2010

Na noite quente,
Sentindo todo o pesar do mundo
Latejando na minha cabeça,
E sufocar a minha respiração,
Abro a janela do quarto, para respirar,
Vejo,então, o céu coberto por estrelas,
E o infinito que parecia querer sorrir para mim.

Sim;o infinito me sorria,
E,ele gargalhava também!

Eram as estrelas que via pela janela,
Brilhando;quietas no céu;
O sorriso do infinito
Se fazendo nos meus olhos.

Era o silêncio da noite
Que enchia os meus ouvidos;
Com o seu riso mais doce;
A gargalhada do universo.

O infinito sorria,
E as estrelas pareciam querer
Cobrir de luz toda a nudez do mundo
E ofuscar com o seu brilho toda a miséria e feiúra humana,
Só para que os meus;pequenos e doentes; olhos pudessem enxergar
o universo que sorria do lado de fora da janela;
Totalmente indiferente ao mundo que ardia;
dentro do  meu quarto.

O universo sorriu para mim,
E,eu sorri também,
Esquecendo toda a dor,
Enquanto olhava o céu estrelado
pela janela do meu quarto.

sábado, 9 de outubro de 2010

2010

Encho o meu copo;até a metade;de vazio.
Bebo um gole de nada,
Que vai deixando um sabor insípido no meu paladar.
E enquanto sinto o calor de coisa nenhuma,
Descendo-me pela garganta,
Embriago-me com o vazio.

Sinto a cabeça rodar,
E os meus olhos ficarem pesados.
Pego;então;a caneta
Que sei;está;sem tinta.
E finjo estar escrevendo,
Enquanto vou apenas
Preenchendo de coisa nenhuma
a folha vazia do caderno.
Minha mão cansa.
Finjo;então;ler
os versos cheios de nada,que não escrevi,
Recitando em voz alta;
Sem pronunciar palavra alguma;
Estrofe por estrofe
Da poesia que não fiz.

Olho o relógio,e já são 23:56...
E,agora é o sono que sinto pesando nos meus olhos.
Mas,como ainda não quero dormir,
Bebo mais um gole
Do meu copo vazio.
E sinto o gosto de coisa nenhuma,
Ficar por mais tempo na minha boca
dessa vez...

Separo;então a cartela vazia de aspirina.
Já prevendo a ressaca de nada
Que vou sentir pela manhã.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Siga o mestre

-Você me parece perdido.
Diz ,ele em um tom quase maternal.
E você diz que não.
Mas ele insiste,
E a voz dele é tão meiga,
Ele é tão bonito,e tão inteligente...
Que deve estar mesmo certo.
E você pensa:
“Se ele diz que estou perdido,é porque eu devo estar”
E responde sorrindo:
-sim.
Ele sorri e diz suavemente:
-Vamos, que eu conheço o caminho, e se você for bonzinho e me seguir,eu te levo em segurança pra casa.
Você não diz nada,
E não pergunta nada também,
E vai apenas seguindo a voz dele.
“Afinal,ele não diria isso se não fosse verdade,não é mesmo?”
Você diz pra si mesmo,sem perceber que ele está falando com você.
E ele diz:
-Vire à esquerda
Mas como você está pensando, acaba demorando para se virar,
Ele pára de sorri e grita:
-Pare de pensar e vire a esquerda!
Você se assusta,
E se vira, sem exitar,
Sem perguntar.
Oh não!
Você mal se virou,
E ele já está gritando outra vez:
-Vire à direita!
E você,
Vira o corpo,
E abaixa a cabeça para melhor ver as pegadas dele no chão,
Para ter certeza, que é para direita que ele vai.
Agora ele berra:
-Ande reto!
Você se endireita e segue reto .
Mas ele mudou de ideia e grita:
-Volte pro lugar!
E você quase tropeça tentando obedecer.
-Siga em frente.Não volte pra lá.
Ele se contradiz...
E você não sabe se vai ou se fica.
E ele continua berrando:
-Ande,ande ,ande criatura!
-Ande!!!!
Ele, continua a gritar,
E você continua a escutar,
E a seguir tudo o que ele fala.
-Fique parado!
Diz ele sorrindo.
E você pára.
Ah você pára!
E ele segue,
E desaparece.
Te deixando parado.
Você olha em volta ,e não há ninguém olhando,
Mas ,você não mexe um músculo,
Afinal,ele disse para você parar,
“Ele deve estar certo não é?”
Você pensa,ainda parado.
-Oh não!
Você grita ao perceber o teu erro.
Você pensou,
E ele não te mandou pensar.
Você o desobedeceu.
-E agora?!
-E agora?!
Agora é você quem está berrando.
E ele volta,
E manda você se calar,
Não, ele não manda,
Ele só te olha em silêncio,
Com aqueles grandes olhos cor de terra,
Que te intimidam.
Você fica com medo,
O imita,
Se cala,
E continua parado.
Esperando ouvir da voz dele,
O que você deve fazer,
Para onde você deve seguir,
E como seguir.
Mas, ele apenas diz calmamente:
-Eu já vou indo.
-E eu?Você vai mesmo me deixar aqui parado?
Você pergunta sussurrando.
E ele te responde dando as costas para você:
-Oras meu amigo, foi você quem parou.

sábado, 2 de outubro de 2010

Dialogando com o papel

Eu quero entender?
-Entender não vai te levar a lugar algum.

Eu quero pensar?
-Pensar só vai te fazer, não entender.

Mas eu quero?
-Querer não faz o teu querer, te querer também.

-Eu já vou.

Por que a pressa ?
-O gradual costuma ser pior.

Me deixa ver teu rosto?
-Não pode.

Por quê?
-As máscaras nunca caem completamente.

Não custa sonhar?
-Não tem nada mais caro do que um sonho.

Você não ia embora?
-Eu vou mais tarde

Por que mais tarde?
-Ainda é muito cedo.

Cedo pra que?
-Pra tudo

E o que é tudo?
-Nada.

E o que é nada?
-Tudo.

Isso é absurdo!
-A vida é absurda.

Quem é você?
-Isso é irrelevante.

Claro que é relevante!
-Uma folha em branco...

Oh!É a minha...
-A tua consciência.