sábado, 30 de abril de 2011

Não querer ouvir,
nem falar coisa alguma.

O papel e a caneta são,simplesmente,
dispensáveis...
A certa altura,
os versos ,e eu também,somos.

Ponto.

Falta-me,ainda,um pouco de humor.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entendeu?

Te escrevi uma carta,
contando o mundo que vejo daqui.

Foi coisa simples,
Não gosto muito de gente prolixa...

Há uma certa mania hoje em dia,
de falar muito
e não  se dizer nada...


...Mas acho que estou mudando de assunto,
Não era bem isso o que eu tinha pra contar.

E olha,na verdade,
eu nem escrevi carta nenhuma também,

É só que a certa hora do dia,
a minha cabeça fica meio vazia,
e eu tenho que fingir interesse em qualquer coisa
além de mim,

Mas acho que você entende, o que eu quero dizer,
não é mesmo?

Bem,se não entendeu,
não faz diferença.

Tá cheio de gente com preguiça de ler a linha até o fim,que já sai falando...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quase conto

[Para: Lucas C. Quoos

Falava sobre um quase conto que não conseguia terminar de escrever,olhando atentamente para a tela do computador, só olhava... Por mais que eu  tente as mãos já não percorrem as teclas como antes.Ele,me falava de alguém que ainda não conseguia esquecer.O ouvia,e pensava na minha própria saudade,mas saudade de quê...?

-Não sei acho que é algum tipo de bloqueio...
-Às vezes quando não se tem mais o que escrever é melhor colocar um ponto final e terminar por ai mesmo,devia tentar isso.Disse ele.É escritor, poeta,ou amigo,qualquer  coisa do tipo...

-Ah,na próxima vez eu tento...Minha cabeça está muito confusa pra escrever, qualquer coisa mesmo.

Estava com os olhos fixos na tela,em branco, não ela... Eu que estava em... Poeta... Mas quem não é poeta hoje em dia?

-É... eu sei que você anda confusa.
-Como sabe?
-Ando  percebendo isso a algum tempo já...
-E como percebeu não sou, assim, tão transparente.
-Mas eu percebi.
-Hum...
-Precisando...
-É, eu sei, isso vale pra você também.

A conversa não foi muito além. Não que ela tivesse muito para onde ir também. Afinal, diálogos são tão... Inúteis. Além disso, é sempre muito vago, isso de tentar dizer seja lá o que for a alguém, mesmo que não seja nada... As coisas sempre ficam pela metade,e é melhor...

Colocar o ponto final,como você me disse. Por hora.

terça-feira, 26 de abril de 2011

.

Não sei nada de mim,
e nada ,espero saber,  além disso.

Sei que às vezes me repito,
e me reparto,
em papel branco...

Do tudo que eu senti,
ou julguei sentir,
não vejo os motivos que  me expliquem ,
o que  fiz,
e o que não fiz.

Rabisco(-me) folhas,
tento me encontrar em qualquer lugar,
em que nunca estive,

Dentro de mim,
mora alguma coisa,
que não se define,
se acha  ou se perde,
por completo,

Me olho de lado,
e não sei de que lado de mim,
estou, eu,por fim.

A linha é reta,
quando torta,
É real e abstrata, enfim,

É tudo,
mesmo que não seja nada.

O verso se mistura, e se refaz,
cheio de um  vazio que acorda,
e dorme em mim,

E na verdade,
não quero dizer ou calar,
coisa alguma...

Escrever está ficando;
simplesmente;
muito pouco e muito chato pra mim.
                   
                         [E ponto.

domingo, 24 de abril de 2011

É o que você quiser,

Não sendo nada.                                           

sábado, 23 de abril de 2011

Me explica...

                       ...Eu não.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

? ???????????????????????????????????????????         ?
                 Hum...?
?          
            Sentindo qualquer coisa ,
        que não faça, qualquer sentido.               

?       Não há razões para racionalizar.              ?
                    [ seja lá o que for.


?            É melhor apenas deixar pra lá...
                                                      ?
?         ...Lá onde as coisas giram,
            ou  onde o mundo pára?

?              Para que?
                ou pára o que?                        ?

              ...Não faz sentido.

           Quem foi que disse que deveria fazer?      ?

            Ninguém,
               e, todo mundo ao mesmo tempo.          ?

?             O todo não é tudo,

            Tudo não é nada,                        ?

?             O nada é...

?              É o que não é,
                  Não sendo nada?                     ?

       Não; é tudo,
                    Tudo é...?

          ...Irracional, assim, mesmo?              ?

            Se não faz sentido,
               faz o que?

              Hum...

?                      Interrogue.

?   ????????????????????????????????????              ?

?        A compreensão é dispensável,
                       [A dúvida não.

      
               A incompreensão é?

?              Doce.
                                                      ?
                Doce?
         
           De leite?

       Pode ser...Chocolate também                  ?


   ????????????????????????????????????????????????

              E essas aí?

            Nada não...
?             Só pra não perder a mania.
                 Hummm,saquei.
              Hum...
              ... O que?!
                        
? ????????????????????????????????????????????????     ? 

domingo, 17 de abril de 2011

Escrevendo e apegado,
queria mesmo era apagar-me a consciência.

Do tudo e do nada,
que pensei hoje,
restou-me apenas a sensação ,
de inconsciência,
ou qualquer coisa, meio-amarga e apagada assim.

Do nada e do tudo que fiz hoje,
acorda-me,
um quase sonho.

Sei lá o que estou dizendo...É vago,simplesmente,muito vago.

Do tudo e do nada,
que senti hoje...O que me ficou?

...Tenho certa preguiça para inventários.

Fiquemos,então,assim:
Em nada, por nada, para nada.
Versados em um meio-poema,
de escrita nenhuma.
                          [Apagado e...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pensando na vida...

...E, isso,de pensar na vida,
é tão abstrato.

É uma pena que não saiba; realmente;escrever,
se soubesse até tentaria,indagar,
o porquê de tanta incoerência.

O mundo anda tão surreal...

Todos somos ,
meio-cheios,meio-vazios,
Um meio...
Meio de qualquer coisa,
e de nada ao mesmo tempo.

Não entendo de lógica,
português,matemática,
antropologia ou psicologia...

Não entendo de pessoas.
Mas,se entendesse diria que...

Pessoas são: Alguma coisa feita de carne, 
ossos e muita... Mas, muita, confusão.
                                                                        [Dentro e fora da cabeça.

Acho que pensar na vida, é coisa muito estranha mesmo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

 















Tá,eu admito

Só não conta pra ninguém...


...Mas acho estranho, isso, de escrever,
eu sei que sempre me pego dizendo isso...
Talvez porque seja a única coisa que julgo fazer bem,
mas,na verdade não sei se existe,mesmo, isso de saber escrever bem ,ou não...

Seja como for escrevo; simplesmente; escrevo.
Não gosto de rótulos,
não sou poeta,escritora,artista,
nem nada disso.

O que sou então?

Se soubesse a resposta, à essa pergunta,
estaria aqui,
gastando horas do meu  dia,
enfrente à um teclado,
ou seguraria uma caneta?

Talvez escreva para tentar entender, isso, que chamo de “eu”.
                                         [Ou de repente é só pretensão mesmo.

Querer saber, seja lá o que for,
me parece sempre,
muita coisa...


Então, não me interessa essa resposta;
assim;como todas as outras,
também ,nunca me interessaram.

Ah...Não sei,o que foi que trouxe,
cada uma dessas palavras ,
até a minha cabeça,
E o que me motiva a continuar,
colocando-as no papel.
                   
                    [Estas e as outras.


Quem sabe eu...

Tá bom,lá vai...
                           [Não me ouvirão dizer,essa tolice, de novo.

...No fundo, bem no fundo,
Eu até... Gosto de escrever.

                             [Gosto da confusão que mora em mim.


Só não venham  me pedir pra falar outra vez...OK?

sábado, 9 de abril de 2011

Sei não...

     ......................................................         
                Tomo consciência,
             de tudo e de nada,
              ao mesmo, tempo.                              
                                                       
                               Seja lá o que for o tempo...                         
                                                            
 Es
        cre
             ver      
                     é tão cru, tão fora do real,
                            sem sal...
   
          Me desculpem pela previsibilidade da rima.

[a caneta tá meio sem tinta...
                                               Coloquei uma letra aqui,


 outra
          


                                                                ali,

até perder as margens e as linhas...

              Não;não é o papel ,
                o que conta,

                                          
um,dois,             

três...
                 Linhas demais ou de menos...
                                                                
                                     Passam,assim,meio mornas  em mim,
                                                         
                                                          1,             
                                                              2...
                  Dias demais ,ou de menos...

O risco que algo aconteça, é grande...o de nada...é maior-ainda.                                           
                                                            
                                                                                                                   

E quem se importa...?!         Nada,        pouco,
                                                                              tudo, é sempre,
       muito...
                                         E
 sei lá....                               CRE
                                             VER                           é torto,é torto,
                                                                  talvez ,muito, pouco...

O verso;
saí;assim:
                            Abstrato,abstrato,
                                                        tonto,tonto...

Amanhã,como será...Será?
                                                                    Não há beleza nenhuma,
                            nesse meu ;não- ter; o que dizer.

                       Parte,
                  e se
                       re                                                         Seja lá o que for isso
                        parte-                                                    de fazer arte,
                              se;assim...verso,verso,em mim.        faz,parte...


Ai,me desculpem(outra vez !)pela previsibilidade da rima.
              Mas...
Cansei.Cansei.

... A criatividade fica pra depois do, meu ,depois.

                                    Outra vez,outra vez.

                                 me desculpem,   me desculpem...


Isso;de escrever;sei não,sei não...
                                   Acho que é coisa de gente meio...                              
..........................................................

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Procura-se humanos

Não sei, se dormi ou acordei,
com este poema...

Eis, então, o que escrevi,
meio sonho,meio real,
resto de sono,
ainda cheio de remelas:

Abrindo ou fechando os olhos,
a realidade me parece fora do real,
abstrata e meio vazia.

Sei lá... Acho que falo demais,
e faço de menos,
talvez seja esse o meu mal.

Queria encontrar um dia,
por acaso,perdido em qualquer esquina,
um ser Humano;
ou alguma coisa do tipo;
que fosse feito inteiro de sonho,
Mas, que flutuasse fora de qualquer dor...


Abriria bem a boca,
nessa hora,
Só pra contar uma piada.

Não que goste de piadas...
Mas contaria,
só pela alegria,
de ter alegria.

E me encheria, de um riso,
contido e claro.

O céu se abriria em uma garoa fina, muito fina,
e as gotas de água cairiam feito estrelas,
o sol nasceria ,
mais quente,
e bravo  então.

E, ao anoitecer não faria mais frio.
Tudo seria leveza e beleza,
e beleza e leveza...
O céu seria inteiro um poema lírico,
que jamais soube escrever.

Crianças iriam correr ao redor,
brincar ,e cantar,
pular e gritar,
sem medo,
de nenhum bicho-papão ou ladrão.

E nas ruas tocaria um blues,
alegre, alegre,
como, nenhum outro,
nunca foi.

Nesse dia,eu seria,também,
mais humana,
e menos vazia,
por um segundo ou até uma vida inteira.

Tá,já limpei as remelas, porque é sonho,
É sonho...

...Os seres humanos estão cada vez mais raros.

Mas,se por acaso,ainda  existir algum,
eu até dispenso,
todo o lirismo e a garoa fina,
o sonho e o travesseiro de espuma,
só pra gente poder bater um papo,
sem medo, e sem pressa.

E,então,
tem alguém vivo aí...Mas,que seja real,e não feito de sonho?
               

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Perto ou muito longe,
de mim mesma?

Não sei,
pensar, assim, em mim,
é mera confusão.

Que me amarga e adoça,
em uma meia-confissão;
eu;
pela metade da metade,
de uma meia-verdade,
que me esconde e mostra.

Me explico, o que,
não entendo:

Todas as linhas são minhas,
todas as horas me marcam,
e descompassam,
Cada batimento me abre e sufoca,
me aperta e me fecha,
dentro e fora,
do peito.

Acho que não caibo,
em nada, que seja meu...Será que fui eu?

A noite é grito,
que me caí calado entre os dedos,
O verso:
É um novo amanhecer em mim.

Julgo ser,
nem tão longe,nem tão perto.

Habito um sem fim,
que finda dentro e fora da minha abstração.

Se é, perto ou muito longe...?
Não sei. Estou. Mas, não sei nada além,
desse estar assim,cá ,em mim,
ilegível,enfim.

Sou por definição,indefinível.

...Ou qualquer tolice desse tipo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Isso tudo é tão importante quando eu peido

Tudo isso é uma grande estupidez...

Verse, verse,verse...O reverso  dos teus versos.

Isso é tão pedante,blasé e afetado.
Oh meu Deus,
Mas, o que quer dizer mesmo tudo isso...?

Eu não sei...

Invente as suas afetações e  costure-as com as mais belas mentiras,

Você é um gênio meu amigo, um gênio...
Bela, bela,
poesia,
essa a tua.

Cada verso, cada estrofe, 
cada refrão,
de uma música,
que não toca.

Não;não toca.

É legal,toda essa coisa,é tão Cult...
           
Ahhhh,

Eu sou tão Cult também...
E ,o que é mesmo Cult...?

Sei lá, sei lá... 

Mas é legal,é legal....

Não importa se é afetado ou limitado,
pobre , vadio,velho e previsível...

É legal,é legal,
são tão boas,
todas essas palavras,
inexpressivas,   
e tão cheias de uma consciência, tão clichê...

Mas é tão prolixo...Eu escreveria horas e horas a fio,sem parar.

Não; eu não paro meu caro!
    
É arte visual,
         
            É arte, é arte!

Sim meu amor, é arte...

                 É importante,
                  Sim,sim.
       Itinerante e...  

...Isso tudo é tão importante quando eu peido.

E sabe qual é a pior parte,
é que isso de falar mal de gente Cult,
vai acabar ficando muito Cult também...

Urfh...Isso é mesmo muito importante quando eu ...
...Finjo que não sou estúpida também.

domingo, 3 de abril de 2011

7 horas em mim

Então vejamos o meu quadro atual:

19h10min da noite,
Um pouco mais um pouco menos,
não faz qualquer diferença.

Eu dormir a tarde inteira,
e, só quero esquecer...

Talvez um pouco mais...

São 19h14min agora.
Como se isso importasse,
eu ,só não tenho o que dizer.

Eu queria ser um silêncio,
Repousar assim longe de mim,
E perto...
...De um outro lugar.

19h16min, mais  alguns minutos,
Menos alguns minutos,
Você escolhe...

Eu queria estar além das horas,
tecer  instantes no infinito,
ou qualquer coisa lírica assim...

Mas é mentira,
é mentira...

19h20min,
Vou continuar contando.

        Não há motivos que me bastem,
ou, razões que me expliquem.

Agora tudo que eu quero é andar um pouco...
      Mas é muito tarde ou muito cedo. Não sei.
        O consciente não me é claro.

19h24min...
       19h25min...

               ... 19h28min.

Escaparam-me alguns segundos...

...Eu me escapei também.


19h29min...

Onde estive esse tempo todo...

...Dentro ou fora de mim?

19h30min.

   [Minha cabeça está girando lentamente,

O próximo minuto eu não conto.

Ainda mais lentamente, quase parando agora.]

              7 horas ,
          foram,assim,
             em mim, e eu, 
           senti,um não-sentir,
            qualquer...Nem vi,nem vi...

Eu dormir a tarde inteira...
...Só quero me esquecer agora.

Quadro atual:
                    19h38min. 

...

sábado, 2 de abril de 2011

Bebi minha própria alma,
de um só gole,
Mas tudo que eu queria,
era poder vomitá-la agora:

Ando tão abstrata...

Simplesmente, 
vou empurrando com a barriga,
o meu hoje pra amanhã.

Às vezes me levanto,
já pensando em me deitar...

...Ah Deus,
Eu deveria deixar de ser tão paranóica.

Sou desinteressada,
e desinteressante,
um espinho sem rosas,
ou ,qualquer coisa,mau-humorada, assim...

Estou tão cansada,
Que tanto faz... Isso já não é novidade pra mais ninguém.

Grande coisa tudo isso...

...Não há nada de extraordinário aqui.

Sou uma metralhadora;
carregada de coisa nenhuma;
disparando contra todos os lados.

Mas, só quem sente, 
o impacto do tiro sou eu...

Se isso é inspiração,
Ou apenas, falta do que fazer...Também não quero saber.

Eu,simplesmente, deveria...Calar a minha boca agora.

Aham...