terça-feira, 31 de maio de 2011

As linhas estão ficando, 
cada vez mais escassas em mim,

Deveria; simplesmente; 
me preocupar menos,e sair mais,
arranjar um emprego, 
deixar de ser tão inútil,
comprar um par de meias novas...Ou fazer qualquer outra coisa idiota assim.

Não; eu não vou me tornar menos vazia que isso...
Os dias vão passar, e ainda estarei aqui.

Isso é apenas muito banal... 

Pessoas: Todas elas; são simplesmente; muito mais interessantes vistas de longe.

...E claro, isso me inclui também.

Urfh,um pouco de café cairia bem agora... Me faria calar a boca.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Finitude

.

Os sentimentos vão, e ficam; os versos; dentro das folhas amassadas. Desenho do tempo que se esvai em letra miúda. Não há começo, que não termine. O tempo não é uma equação entre os teus e os meus medos, necessidades, limites e fins... É apenas uma medida. Guarda a lembrança, de versos e linhas. Finitude; de gestos e esperas: Saudades... E pontos finais o que são? 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Receita para fazer; um grande; escritor

Ingredientes:
  • Uma caneta (barata de preferência);
  • Um caderno ou qualquer pedaço de papel em branco (higiênico também serve);
  • Um otário com polegar opositor.

Obs.: Talento é opcional.

Modo de fazer:

Com a ajuda da caneta e do otário, coloque na folha,
um pouco de mediocridade, angústia, amargura,
porções bem grandes de vazio e ironia,
solidão à gosto,
pretensão e arrogância,
e muito, muito tédio e frustração.

Depois com as mãos;ainda sujas; misture tudo bem forte ,
até que se formem  letras,
em uma massa homogenia ,
de coisa nenhuma.

Leve  ao forno por alguns minutos.
Pode ser servido quente ou ;se preferir; ainda cru.

O prato rende porções ilimitadas,
e o gosto costuma variar,
entre poesia e insipiência.

Atenção: 

Se consumido de maneira indevida ou exagerada, 
pode causar rejeição, náuseas,dependência e  tédio profundo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

#5



 me,
         olho de        lado,
                                       perco as
 l i
         nh as  ,                                                                   
                  Prendo o ar ,agora,                              
                                                                                   
                                            
respiro de                           res
                  vag                                                pira...     respiro...?
                       ar .Solto a ...                                             



                                                             as horas passam...

            não entendo ...                                                                          r
                                                                                                       a
                                     eu...prendo o ar,em,
                                                                             mim.                                                                            
                                                                          lá se vai ...                        de                                                                                                . .
            vagar...                                                                          r .    
                            solto, a linha,                                                                
                                                         solto...                     a

   traço
                                      vazio, en
                                                         fim,
                                                                        respiro,
                                                            em  mim...                                                                    

segunda-feira, 16 de maio de 2011

[...]

Um a um,
Dois a dois... São sempre tão crus...

Não vejo os minutos,
mas sei que eles passam.

Deveria fumar um cigarro,
quem sabe um pouco de fumaça,
me faria mais atrativa.

Talvez um copo ou dois de uísque... Escreveria melhor... Não; obrigada, não bebo...
Clichês sempre me deram náuseas... Ironias também...

Há uma vontade, de partir (-me), em mim,
o que sou,
e esvair-me devagar,

 g
  o    t  
      a  
               p      
                    o   r       
                              g
                           o
                        t    
                                a,

Meu peito arde, e me sufoca lentamente... Verso.

Estou tão crua... Sou.

Isso: De achar que a gente escreve é; simplesmente; uma... Porcaria.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

...

Passou o dia com os olhos úmidos,
a olhar pela janela os carros que não passavam.
Olhando a rua e as pessoas que não enxergava,
quase tocava o próprio vazio.

Marcou compromissos, que sabia,
não iria.

Olhou seu reflexo no espelho, de canto,
despenteou cuidadosamente os cabelos,
cobrindo o rosto com os fios.

Tinha tanto a dizer,
mas calou,deixando que as palavras se esvaíssem,
antes mesmo,que pudessem tocar o ar,

Tinha medo... Mas do quê?

Deitou-se em posição fetal, dentro de si,
e em si estancou.

Era apertado,
disputava com o vazio, um espaço,
no oco do próprio peito.

Respirava(-se) cada vez mais fundo,
Sem sentir o que respirava,

Doía,e doía,
simplesmente...A dor não ía...
  
Acompanhava o ritmo lento dos batimentos do seu coração,
respirava com mais,e mais dificuldade.

Respirava ainda?

Sentou em si,
e quase a sufocar,
rasgou-se feito papel,
e, com sua letra miúda e quase ilegível,
no canto do peito;ilegível e miúdo;escreveu:

“A vida: dói (?) 
Quando; eu; respiro.”

Rasgou a folha,
mas queria, mesmo, era rasgar o peito.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Corações...

...Talvez

Sejam, mesmo, feitos de plástico,
ou qualquer outra coisa idiota;
e descartável ;assim.

Tentar; dividir(-se);
torna-se sempre... Um tanto egoísta.

Urfh...

Não há nada, mais, frustrante e inútil, 
do que perceber, o quanto, se é,
limitado e dispensável.
             
                  [Sim; são de plástico.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Oco

Vazio,
deitou-se ,
aqui,de lado,

É dia,
talvez,
anoiteça,

Meu peito,
quem sabe...

Amanheça;
vazio;feito vazo,
oco.

Deito, verso,
de lado,

Eu,
do ,meu ,
lado,

Deito;vazia;
dentro ou fora
de mim?

Vaza-me;oco;
o peito,
feito verso,
raso,dentro e fora,
de mim...                                           

Deito; rasa; por fim,

Verso, o oco,
de mim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Verso mudo

Calei-me, em,
vazio,

Verso mudo
fez-se então;
casa ; o peito,
oco,

Silêncio,
fez-se rima,
em mim,
canção,
sem,
fim,

Solidão,
não vi; entrou;
aqui,

Fui,
sem saber,
num sem fim,
perder verso,
em ti,

Assim,
não vi,nem senti,
mar desaguar,em mim,

Fiz,então,
do silêncio ;coração;
canção sem refrão,
verso mudo,

Por fim,
eu, sem,
mim, 

Apanho silêncios,
perco as horas,
colho,enfim,
solidões,
em...mim,

Faço;assim;
mar sem,
fim,

Quase muda,
afogo vazio,
em,
ti,

Silencia-me;
o peito;
enfim...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

9 linhas

As perguntas são,
as mesmas,
as respostas,inevitavelmente,
também serão as mesmas.

O tédio, a solidão,
a angústia e o medo ficam os...

Me preocupo, demais, por nada.

Não;não vou insistir,
apenas me recuso a continuar(-me) esses versos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Foi pão e circo...

E, é sempre tão agradável,
não é mesmo ?

Bum!

Dar-se o tiro,
e,assim, a concessão para que alguém,
morra ou nasça,
como herói ou vilão.

Não nos importa a alcunha...

Simplesmente, o vemos cair,
entre ,comemorações eufóricas,
gritos,aplausos e
risos.

E, claro,
haverão sempre,
outros alvos a serem derrubados...

Mas, bandeiras já foram hasteadas,
e talvez,transformem em feriado...

É sempre o mesmo pão e circo, meu caro.
          
                      [Nada além disso.

domingo, 1 de maio de 2011

O que se é,
por vezes é distinto, daquilo que se queria,
ou se propõe,ser.

Mas,definições são dispensáveis...

Apenas, detesto perceber-me,
limitada e inútil assim.

Não falo, de filosofias aqui.
Minhas pretensões não são, assim, 
tão claras nem tão sérias.

Falo, das coisas que julgo ver,
e a verdade é que:
Não julgo ver coisa alguma.

Na maior parte das horas,
me sinto um vazio,
ou qualquer coisa disforme,
e meio apagada.

As linhas,
ficam, então,
nesse quase-apagar,
ilegível e instável.

Certo é,que pouco me importo,
em querer perceber ou definir,
o quanto estou dentro ou fora delas.

Sei, que é um tanto solitário,esse estar.
Solitário.Apenas isso.

...Às vezes penso,se isso,que é ser poeta.