quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não tenho escrito ou lido muita coisa,
me deixei de lado,
em qualquer canto do quarto.

Há pouca ou nenhuma vontade em mim.

Me sinto doente,
mas doente de quê, 
não sei...

Talvez seja apenas o tempo passando... Quem sabe seja, eu...

Seja como for as reclamações,
me parecem cada vez mais irrelevantes.

Suspeito que a vida; simplesmente; não se importe o bastante conosco.

Somos impotentes e finitos demais...

5 comentários:

  1. E quando acabarmos, não sentirão falta. A vida não se importa, ela se desfaz junto a nós.

    Da hora, Mirtz, boa reflexão.

    Um abraço.

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  2. Talvez eu seja muito otimista. Mas se a vida não importa conosco, pelo menos, podemos nos importar com nos mesmos (credo, que paradoxo haiusha). Ainda que difícil seja, ainda que haja tantas outras alternativas mais fáceis (mas não tão dignas)...

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  3. Sinto que realmente há realidade no que você escreve, isso me assusta...
    é muito bom levar um susto!



    PS: cuidado com o verme do tédio!

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  4. Andei pensando assim, e talvez ainda viva o que pensei, e nesse texto até me reconheço.
    Mas o que sei que sei, é que a vida minha só faz sentido quando me importo, e o que não ainda não faz, ou nunca fez sentido, é tudo o que não entendo.
    Então, sei lá ... por suspeição ou não, por relevância ou por insatisfação com o todo, melhor é continuar dizendo.
    Finitos somos, impotentes nunca. Tem algo que não sei "o quê", nos obriga a voltar pra luta.
    E é isso, acho que desistir é o que não faz sentido.
    Te desejo, uma semana contente.
    até ..

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