quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Setembro

Tenho vontade de fechar os olhos,
e não ver nada por uma hora ou duas...

Porque não importa quantas linhas eu escreva,
eu apenas, não consigo me sentir satisfeita,
em nenhuma delas... Nem ao menos sei, se ainda acredito nelas.

E certamente, não há muita coisa que possa lhe ensinar...

Minha cabeça está tão cheia... Mas não sei muito bem com o quê...
Acho que me esqueci.... Não sei bem onde.

Queria falar sobre tempo,
mas temo que ele passe,
enquanto eu, apenas, penso nele,

Tenho medo que...

... Eu não  quero mais falar sobre nada.
E você também não deveria  querer ouvir.

Tenho uma autoestima confusa,
e pouca ou nenhuma vontade de me explicar.

Urfh...

Eu só queria conversar,
mas acho que eu realmente sou uma pessoa muito chata às vezes,
e quem sabe, sejam apenas, vezes demais... 

Mas não; eu não pretendo me lamentar.

A tristeza acaba sendo mesmo,
um sentimento muito inútil no fim das contas...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

pra calar a minha boca

  pela falta de linhas           a escrever                 pela falta             de cores  a enxergar
                               pelo excesso de pessoas chatas
 a escrever e dizer coisas chatas
                                                   pelo desinteresse

dito e escondido,
                  pela  falta de lógica , prolixidade, e arrogância                              

                    pela burrice  ,
                                                   pelo verso pobre
                                     podre                 e hostil
                                                                                                pela vontade sem ação


                             por mim
                         e por ninguém 

                                                                              pelas rimas pobres    e versos tolos
                                                            solidão e   ...
                     
                              por não ter              o  que sentir,

pra fingir que eu gostei,
pra você fingir que me entendeu,

                               pra fingir que estamos vivos,
                                                                                             pra fingir que alguém acredita....

... só mais um desenho tolo, só mais uma linha estúpida,
... só mais um poeta, vazio que,  eu sei , você vai aplaudir.
      
       escrevemos por que mesmo... ?  

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

boa noite

você se preocupa demais em tentar explicar...

e se esquece de que algumas coisas, simplesmente, não requerem qualquer tipo de explicação,
e isso basta.

amanhã...

os pontos de interrogação voltarão todos ao seu lugar
só para ocupar essa sua cabecinha vazia e confusa,
mas agora,
durma um pouco,

não há mal nenhum em sonhar de vez enquando...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

pelo que ainda há de vir...

seja, e apenas, seja,
o que melhor lhe parecer,
e no caminho,
que escolher,
não há como se perder,
se aprender a não se render.

a tua auto piedade (a minha, e a deles também), pode ser,  
muito atraente,
                                                                   mas, não passa de um  desperdício.


você não  tem
  tanto tempo
            quanto imagina,
                                                   os ponteiros não irão parar
                                                       de 
                                     
                                                 
                                               g           r 
                                                 r      a     
                                                                              só pra te esperar, 
                                                                                    decidir  respirar,


tenha uma vida da qual , você possa se orgulhar.
                e se  preciso for,
                                         se arre
                                                  ben  (mas)
                                                         te (nte) .
  
aprenda a, simplesmente, sorrir,
existir,
e ir ,                                      

         em frente,
                                 e  de frente,       ver no teu rosto,
                                                          o  cansaço, amor, e até mesmo,
                                                           dor
                 
                                          sobre o teu peito, \a ber
                                                                                  to/,
                              carne viva , então,
                                   clara , doce,
                                  e    linda  parece [se] rá.
                                                                                        
quem sabe até,                                  
como passarinho,                                          r  
 crescer,                                v           a   
     cantar  e                              o   
                                     
                                            ... que você possa, apenas, se orgulhar.

sábado, 17 de setembro de 2011

Você sabia que o coração de um rato pode bater cerca de trezentas e cinquenta vezes por minuto...

... Bate tão depressa, que nem parece que está batendo.

Mas ratos não entendem,
o vagar ou o apressar em seus batimentos,
ratos não entendem o que seja o tempo,

Ratos vivem em grandes bandos com milhares de outros ratos,
mas você não poderia falar sobre saudades com um rato,
ratos não entendem o que seja medo, distância, carência ou solidão,

Ratos gostam de sair à noite,
mas ratos, não poderiam curar o teu medo do escuro,
eles não sabem como ascender um abajur,
ratos não tentam enxergar mais do que o necessário,

Ratos possuem um senso de equilíbrio muito desenvolvido,
e, ainda assim, não poderiam  aconselhar-te sobre nada,
ou receitar  o melhor remédio pros teus nervos,
ratos não têm problemas de autoestima,
ratos não estimam coisa alguma...
... Ratos não se decepcionam.

Quando filhotes, ratos, podem regenerar seus corações,
ratos não entenderiam teus lamentos e paixões.

Você sabia que o coração de um rato pode bater trezentas e cinquenta vezes por minuto...

Mas você não se importa com isso...

Já tem problemas demais tentando entender, o teu próprio ritmo cardíaco.

Talvez nós não sejamos muito mais espertos que um rato...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

se quisesse o tempo...

... Com as mãos abertas,

apanhar um pedaço de vento,
guardaria um pouco de silêncio,
para ouvir depois,
Não;
hoje não... depois, e só, depois.
Talvez o mundo seja um vazio.
Quem sabe sou eu.
Não tenho tempo para correr,
então caminho devagar,
As horas, passam,
conto estrelas,
prendo o peito,
solto o
ar...
Quero um verso,
doce,
claro e limpo,
para me aquecer,
esparramar
e esquecer,
No peito,
que me arde,
pulsa,
e
pára,
Verso,
um pedaço de silêncio,
fora e dentro de mim,
Vazio,
perto ou
longe
de mim.
Verso;
amargo em
doce,
en
fim.
Solto o ar,
guardo silêncio,
Prendo; e perco,
medo, vento
e tempo
(s)em
ti.

sábado, 10 de setembro de 2011

(É curioso como algumas coisas(versos), perdem a importância com o passar do tempo, enquanto outras, apenas ganham um novo significado).

 

Espelho avesso

29 de Julho de 2010
(Reeditado)

Escondendo-me atrás de medos tão particulares,
descobri  minha coragem.

Escondendo-me atrás de velhos hábitos,
fui criando novas concepções.

Escondendo-me atrás da minha própria força ,
descobri minhas fraquezas.

Escondendo-me atrás do meu cabelo, tão bagunçado,
descobri meu rosto.

Escondendo-me atrás das lentes dos meus óculos ,
descobri minha cegueira.

Escondendo-me atrás da minha confusão,
descobri a minha serenidade.

Escondendo-me no escuro,
descobri como se ascendem às luzes.

Escondendo-me atrás da minha solidão ,
descobri a verdadeira companhia.

Escondendo-me de você,
acabei te deixando mais perto.

Escondendo-me das minhas próprias ideias,
acabei, por deixá-las mais vivas.

Escondendo-me do meu reflexo, acabei,
enxergando-me melhor.

E, na ingênua tentativa, de esconder-me de mim mesma ,
acabei por me (re)conhecer.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Concluindo...

Tenho medo de acabar me tornando uma daquelas velhas chatas, que reclamam de tudo sem motivo, por não conseguirem gostar de nada. Talvez, por que, eu já seja um pouco assim... Isso faz parte da minha natureza, e eu não creio que vá melhorar com o passar do tempo... 

... E não gosto de admitir, mas eu tenho muito medo do tempo.

Ele e
 s c
    o
 r 
    r
     e  tão  fácil, se perde tão fácil... Isso me assusta, eu acho.


Por mais que eu queira, por mais que eu tente, não posso controla-lo, não posso fazê-lo, durar mais ou menos... Ele apenas, passa, muda e ponto. E eu temo, que ele simplesmente me engula.

Mas chega disso. Não gosto dessa minha mania de ficar dramatizando tudo.

Sabe, cheguei à conclusão que há pouquíssimas coisas, que realmente valiam apena sentir, e na verdade isso pouco importa, por que eu não vou  descobrir nenhuma delas sentada no sofá com pena de mim mesma.

E, talvez tudo seja só uma questão,
de ser mais honesto consigo mesmo, e com aquilo que sente,
encarar a própria vida, fazer escolhas e viver as consequências. Nada, além disso.

Não fará sentido, não será bom nem ruim. E não importa se acaba; ou como acaba; você vai apenas existir. E isso basta.

domingo, 4 de setembro de 2011

As espinhas no teu rosto,
as marcas do que eram as espinhas no teu rosto... Qualquer memória.

Olho o meu passado no espelho,
não há muito que se possa dizer...

Nuvens passam sobre a minha cabeça,
sempre tão finas e tão  breves,
como todo o resto...

... É tão raro, e tão raso.