segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Receita para fazer um grande escritor #2

(explicando a indigestão)

... É claro que a receita ás vezes desanda,

E se alguém lhe havia dito que seria fácil fazê-la... Bem, é porque não passa de um otário...

Reconsidere os ingredientes,
talvez tenha exagerado na dosagem,

E tudo bem então.

Se quer a minha opinião,
passar do ponto é o melhor que pode lhe acontecer à essa altura...

Talvez você tenha escolhido a panela errada..

Mas entenda uma coisa, isso nem importa tanto assim...

Afinal todo mundo tem sempre uma teoria para explicar e dizer qual a melhor panela para se usar.

Ah... Todos esses filósofos,
e tudo que eles sabem...

E tudo que eles querem te fazer acreditar, que eles sabem... Não fritariam um ovo sequer. 

Você deveria apenas considerar trocar o seu livrinho de receitas,
as paginas estão ficando amareladas demais para que você possa entender o que está escrito lá...

Não me entenda mal,
mas antes de tentar cozinhar você deveria aprender a entender ,
o que está escrito na entrelinhas da receita...

... Sabe todos àqueles caras que você lê, cita , admira, e devora.
Eles apenas  não  te citariam  de volta.

... E certamente não o convidariam para um jantar.

sábado, 29 de outubro de 2011

a noite

as horas neste lugar, passam tão lerdas e tão chatas...

que eu tenho vontade de deitar na grama,
fechar os olhos, e só  escutar os batimentos do meu coração,
pulsando, assim, devagar,
e tão sem razão...

você não sabe...
mas as noites aqui, são mais bonitas no verão...

e eu gosto da lua,
do silêncio,
e da solidão...

e gosto, ainda mais,
de olhar sozinha o céu pela janela,
e as pessoas que passam de mãos dadas,
tão quietas e bonitas, segurando juntas, suas solidões pela rua...
 
... que mesmo sem lua, grama ou silencio, eu até chego a gostar, de ver o tempo,
passando, assim, tão lerdo e tão chato por mim...

e, às vezes,
até me esqueço que você não sabe,
que as noites aqui, são mais bonitas no verão...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Guardo no caderno

Vou te escrevendo e apagando, assim,
entre versos e borrões...

Fazendo caber na miudeza da minha letra;
um verso, inacabado, de sentimentos ilegíveis...

Perdendo tempo,
ganhando medo,

Rabiscando folhas,
apagando o peito...

Te perco, e te ganho,
nos rabiscos dos meus passos,

Me lembro,
e esqueço...

Mas não; não há mais nada a te escrever.

Te esparramo e amasso no papel...

E no peito... 

Guardo os versos no caderno... E é só.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pra deus abençoar

Pois é deus, têm jeito não...

E eu que achei que fosse leve,
olhei pro sol, e não vi o céu,

se anunciar em tempestade;
que antes do sol, tinha chuva ainda,

... E ainda,  têm  quem diga,
que há de se encontrar no tempo,

Força pra secar no choro,
o que deus, no riso, não abençoar...

Sei não,
mas agora tanto faz...

Amor assim, têm jeito não,
depois que voa,
já não quer mais cantar,
e a vida leva,

Perto daqui, ou no lado de lá,
não fica nada, por se contar,

Mas não têm nada não...

Deus há de abençoar,
o que na solidão, a vida leva ...

Leva daqui o tempo, no vento,
e trás a paz, e em paz,
deus há de abençoar...

Tristeza assim depois que voa,
têm jeito não, deus abençoa... E a vida leva.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sonho de uma noite de verão

21de abril de 2010
 (Reeditado)



Eu queria escrever um poema...

Queria apenas escrever um ou dois versos de qualquer poesia em mim,
que fosse; ao mesmo tempo; 
suave e ardente,

Transformando, assim, 
confusão em poesia,

Enganando o tempo, 
capturando pensamentos,
e rabiscar no branco de um pedaço de papel,

Com lágrimas ou risos,
fazer rimar os versos,

Fazer de mim, 
vida e palavras,

Me transformar em versos,
de uma grande poesia,

Escrever nas estrofes dos meus passos,
tudo o que eu ainda não senti,

Fazer de qualquer sonho meu, uma caneta,
para esparramar, em forma de tinta, 
vida e poesia, pelas páginas do meu peito.
 
Eu queria com a minha vida, escrever um poema.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Eu sei, é uma droga...

Eu tenho problemas.
Bom; até aqui, sem novidades.

Isso é extremamente natural...

Mesmo que isso te deixe frustrado ou insatisfeito, é parte da condição humana tê-los,
e, de algum modo, é até muito bom que seja assim...

Mas então, por que isso não me parece tão interessante?

Deveria ser fácil responder, mas não é. Nunca é fácil.

Algumas pessoas fazem perguntas e buscam respostas, 
enquanto outras não fazem, e não buscam muita coisa...

Durante o jantar, no trabalho, em consultórios médicos e, até mesmo, em poesias... É igual.

Rindo ou chorando; são apenas pessoas, (con)vivendo com seus, pequenos-grandes, dilemas.

E eu sei, é uma droga...
Todas elas estão apenas se preocupando demais.

E na verdade, isso nem importa.
É apenas parte, de toda essa, humanidade em nós...

É, eu tenho problemas. E até aqui, sem novidades maiores.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

      
              t  u             e
 f  l u       a  n   t 


Perguntou as horas, e saiu, sem dar ouvidos a resposta.
                     
                            Ela, foi passear no infinito,
                        de qualquer  hora vazia,
                 Sem saber que ficava, assim,
           
                          Presa as

                           l       t
                             e      r  a
                                                s

                                que soltava  no branco do papel...

               Todas as horas eram ,
                   agora, como finas nuvens de um não sei-o-quê,
                                          a n         
                                        t  u    d o
                                 f  l  u           dentro de si,

                                                                             
                                 " o tempo é uma medida, que ás vezes não nos mede

                                       o verso é quase uma prece,
                                   reza...?
                                                            O que é o vazio?
                                                      Nada...Quem sabe,
                                              tudo?

             Me enche o peito, com tudo aquilo que não é... Me esvazia a alma,
                    me  preenche na folha..."


                                      Cabiam ainda, tantos versos,
                              fora e dentro dela:

                               "... Papel amassado,
                                  unhas ruídas,
                                                   dedos, pés,
                        Minhas mãos o que são... Me escrevem, e não são,
                                          
                                   ...O verso não me explica, não... "
                                          
                Flutuava no branco da folha,
                              achava, e não se achava em nada,
           só, flutuava, sem saber  que no meio de tantas letras
                              cabe uma estrela, uma lua,
               e até um sol, vem brilhar de vez em quando.

                            "quente...verso...frio...poeta? inspiro o ar que é  teu,
                                  expiro a letra que é minha,
                             respiro a dor que não é nem tua , nem minha,
                                                  é nossa,                            
                                       não sendo, de ninguém..."
                             
                                     Fez-se, então, um azul , em clara mão,
                                     caneta que estourou, mas não manchou,

                                      ... De verso em verso redesenhou, em claros olhos,
                                         o infinito que escreveu, em uma folha,
                                             vazia...

      Fez-se, assim, nem  tão cheio, nem tão vazio,
                flutuando apenas, no infinito... da própria finitude.          f
                                                                                                        i
                                                                                                              m?


"... Passeio em mim,
com  anseios sem...

                                                       ... São de cores, infinitas, enfim,
                                              E o tempo...
 ...  Não ouvia as horas.
                                                       
"... Deixe que o mundo flutue, assim, dentro de mim, e fora de qualquer tempo ou fim."

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


Não é poesia

já não me importo mais, com nada do que eu sinta,


                                joguei no ralo o coração junto com  a coerência,
e o que me restava da paciência
                                      ... e todas as rimas
                            e todos os versos...
f  ra
   gme
          n to,

           as linhas disfarçando o tédio em poesia,

                            talvez nem disfarce coisa alguma,

estou apenas, cansada demais, para tentar fazer poesia,
concreta ou convencional... tô cansada demais pra tentar ser criativa...

risco umas linhas à toa
em azul claro,
vermelho ou          cinza

                                                                          escrevo, escrevo ,  e escrevo...


                                        ... não tenho dito ou feito nada que se aproveite.

pois é...
                       tem que ser mesmo, muito estúpido, 
                                                                       pra se achar poeta hoje em dia.


... e eu, o sou o quê mesmo?

                                                                                                                             [...

sábado, 8 de outubro de 2011

Todo o resto é finito.

Suponho apenas, que a vida funcione através de ciclos,
algumas vezes lentos, outras vezes apenas muito breves,

Cumprindo uma sequência qualquer, não muito coerente ou satisfatória...

E talvez, seja realmente muito inútil esperar que se encontre um sentindo maior dentro disso tudo.

Os mais astutos certamente dirão, que isso é apenas muito óbvio...

E na verdade eu não quero explicar-te nada sobre o tempo, vida, medo
ou sobre o teu  medo da vida e do tempo,

Não sei o que seja o tempo.
Apenas conto as horas dentro e fora  mim...

Todo o resto é vago e confuso demais para que eu tente explicar.

Sei apenas que tudo; vida, medo, e até mesmo, o tempo se esvaem,
pouco à pouco, em um ritmo  quase tão quente e incerto,
quanto o do teu próprio peito,

E o que há de mais belo, a se dizer, sobre o tempo,
é apenas isso, que ele passa.

... E talvez, ele, sequer exista.

Quanto ao resto... Bom; é finito.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

sobre um sonho

                                                                                   
                                                     p
                                                            e
                                                         r
                                                             co
                                                            o
                                                             s
                                                                o
                                                                    no                                                                   
                                                                        tra
                                                                             ços         
                                                                         e  li nhas       
                                                     e
                                                            s
                                                                  c
                                                                      o
                                                                r
                                                            r
                                              e,
                                                    p
                                                        o
                                                     r
                                                   e
                                                      n
                                              t
                                                     r
                                                    e
                                                                 o
                                                                         s
                                                        d
                                                              e
                                                                   d
                                                               o
                                                            s,
                                                   a    
                                          t
                                             i
                                                   n
                                                  t
                                                            a ,          
                                                                      
                                                                 s
                                                                      o
                                                                      n
                                                               h
                                                                         o
                                                    e    
                                                           p    o
                                                                  e   s
                                                                             i a ?
                                                                   e
                                                            s
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                                                             r 
                                                                  e
                                                                         v o
                                                                                
                                                                
                                                                            v
                                                                          a
                                                                           z
                                                                               i

                                                                            a
                                                                           o u
                                                                                
                                                                        c
                                                                            h
                                                                        e
                                                                          i
                                                                                 a   ?
                                                                      s
                                                                         i
                                                                     n
                                                                  t  o
                                                                     
                                                                         o
                                                                             q
                                                                       u
                                                                            ê
                                                                                    ?
                                                                 à
                                                                      t
                                                                          o  a ,
                                                                         
                                                                            s
                                                                               o
                                                                                      n
                                                                                    h
                                                                                          o ...
                                                                                         

sábado, 1 de outubro de 2011

poesia em linha torta

É sempre meio patético...

                Um dia morno, de
                                                             
horas  t
         o
         r
          t a s com sabor de café, televisão e banalidade; 
                                                                                                                                                                                       
L
i
n
h
a
s
 
r
e
t
s

q
u
e acabam sempre em versos tolos;certos mas tão incorretos..
                                                         .
                                                                                        
No canto da página; no oco do peito... Nada.
                                 T
                                       a
                                                                               l
      v
          e
                                                     z  ...    
       
                                                     
Eu, apenas, espere demais.
                                                Mas... O quê ?

Urfh, é só mais um sábado... Acho que às vezes eu distorço as coisas, e exagero à toa.                              
                                                 A
                                            h 
                                                ã
                                                      m...