quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

28 de dezembro

Eu não li todos os livros, 
não conheço todas as músicas, não entendo nada de literatura, e não discuto filosofia.

E não pretendo tentar fazer nenhuma dessas coisas.

E talvez eu seja, até mesmo, uma pessoa vazia,
de interesses miúdos,
e sentimentos desimportantes.

Mas não é essa a questão... 

Me olhei no espelho ontem, e agora... Agora já são 21.

E embora, eu quisesse escrever um belo poema sobre isso,
me limito a rabiscar essas poucas linhas, 
que nem chegam a realmente, querer dizer qualquer coisa.

Eu não chego, realmente, a querer dizer qualquer coisa.

Pois é, aniversários são chatos,
e envelhecer,
Envelhecer tá ficando cada vez mais foda... Só isso.

sábado, 17 de dezembro de 2011

... Eu falaria aos meus  próprios botões,
se acaso tivesse algum agora. 

Mas não os tenho. E acho que mesmo eles, não iriam querer me escutar.

Um verso, uma folha amassada,
e tantas outras vazias... E eu, amassada ou vazia?

Talvez as duas coisas, talvez nenhuma delas.

Noites de sábado... Não. Eu e as noites de sábado,
e os domingos,
e as manhãs, e as segundas...  Nada a dizer.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Se eu roesse todas as minhas unhas, uma a uma,
ainda assim, não daria fim a minha ansiedade.

É complicado explicar o que me faz roer,
assim, 
todas elas... A ponto de me repetir os versos.

Às vezes passo horas e horas, apenas como se tentasse,
apartar uma briga, 
constante e inútil, dentro mim,

Procurando uma maneira de me ajustar melhor a tudo que sinto,
e algumas vezes, até mesmo, ao que eu não sinto;

Vou como um bêbado, cambaleando, e soltando frases,
que não fazem muito sentindo,

Me sinto inadequada,
e acuada,
como se não me ajustasse bem, nos meu próprios sentimentos,

Ando meio trôpega dentro de mim... 

E eu não sou, exatamente, o que você poderia chamar de sociável, e isso não ajuda muito, eu acho.

Às vezes, eu queria mesmo,
simplesmente,
que eu tropeçasse, de uma vez, para fora daqui.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

faço versos
          es
      til
         ha
         ça n do   pa la
                       vras,
                        
             estilhaçando
                     p a
                        l  a
                          v
                            ras, 
                               perco as horas e                          
  mancho os dias...

                  amasso e ra s go o papel,
                    e o peito, e o tempo...
                                  
               refaço estrofes,
                     e não faço, coisa nenhuma de mim...
            
        es
          til
              ha
          ça n do  pa l a
                       vr as... 
                            
             me encontro, mal remendada,
               e colada
                a coisa nenhuma de mim.