sábado, 18 de agosto de 2012

escrever é?

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vamos dançar no meio da estrada,
passos tortos demais, até acertamos o compasso dos nossos  pés...

As pessoas rodopiam à toa,
vida a fora
isso não é importante...

Me tire pra dançar,
ao som de alguma cantora dos anos 60.

Amanha fará sol ou chuva...

E o som do dia vai
romper com a minha tranquilidade.

isso não é importante também...

As pessoas rodopiam pela vida,
tontas,
e sozinhas,

Respirando todo o monóxido de carbono dos escapamentos,
querendo,
e escapando de suas casas,
pra dançar na sombra de uma lua cheia.

Vazias,
passos trocados,
acertando nossos desencontros,
dentro e fora do compasso...

Ritmo quase lento
no apressar e apertar
do pé e do peito descalço...

Há fumaça de cigarros impregnados na gola das camisas e vestidos de festa,

Isso não é importante,

Enquanto houver musica...

Ah, enquanto houver música...

Silencie tristeza,
e
dance,
tonto e torto
na sombra de qualquer lua cheia...

Vamos dançar no meio da estrada,
passos tortos demais
até acertamos o compasso dos nossos  pés...

Isso nem importa tanto assim,
rodopia, 
rodopia noite a fora...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Onomatopéia

começo a contar os minutos 
em mim,
quantos ainda restam?

minha matemática é precária demais,
mesmo para uma conta  simples...

mas sei que depois da bomba estourar
fica sempre um zunido, 
baixinho, 
chiando no canto do ouvido...

tenho ouvido um zunido
baixinho e constante, chiando no canto do peito,

há de querer dizer qualquer coisa.

se eu parasse pra ouvir...

ah se eu parar e ouvir, eu...

... BOOM!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

à gosto...

hoje o dia amanheceu tão bonito,
mas na verdade  
não acredito que existam dias feios ou belos afinal.

e foi me anoitecer um céu sem lua ou estrelas...

ando até o mercado, e em meio as prateleiras,  
imagino como seria  agradável quebra-las  inteiras,

e o que se faria se simplesmente 
me jogasse no chão 
e me colocasse a berrar feito criança mimada?

mas não quebro prateleira alguma,

e embora seja mesmo uma criança mimada e tola
a berrar vida a fora,
sou orgulhosa demais para me jogar no chão e implorar seja lá o que for...

há de ser qualidade isso,
talvez nem tanto.

aperto meu peito pelas 
calçadas largas
e vazias
dessa  ruazinha idiota,

penso como seria bom
se 
simplesmente 
me jogasse
em frente ao próximo ônibus...

mas não...  não se deve ter pensamentos assim a essa hora da vida...

bem sei que não.

volto para casa com um xampu,
chocolates,
uma escova de dentes nova
e minha angústia
nas sacolas...

nada mais normal...