quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

não sei por que diabos me apego tanto a essas coisas a essa hora da noite, mas me apego.

as frases não ditas,

e os versos jogados no lixo,
tantos e tantos versos...

tudo isso não passa de uma concha de retalhos

de meia duzia de experiencias ainda mais miúdas e pálidas do que eu mesma sou...

não sei por que escrever tanto,

se não tenho nada que dizer,

dizer é vil e vago,

cada dia mais vil e vago a meu ver.

e a maior parte só eu mesma entendo,

quando entendo,

quando não...


a lata do lixo é serventia da minha escrita a essa hora da noite.


sirvam- se bem.


tem chovido torrencialmente por aqui,

e por mais que eu ame as gotas de chuva que me molham o  rosto,

as vezes me canso delas também...


me canso de tudo, enfim,


são coisas sobre as quais não queria voltar mais a falar,


por deus,

há tanta pretensão e patifaria nisso tudo que escrevemos,

me enjoa só de pensar,

no que tudo isso vai se torna um dia,

se é que vai se tornar qualquer coisa,

além dessas folhas que cansei de amassar e arremessar lixo a dentro.

é difícil pensar em uma utilidade maior que essa pra tudo isso. 


é difícil pensar em qualquer utilidade pra tudo isso.


é só papel amassado,

rascunho do rascunho de mim...

e me enjoa mais ainda a ideia de passar-me a limpo.


talvez qualquer dia eu tente.


besteira, bem sei que não vou. sou melhor em rascunho.


ainda assim,

é só papel amassado...