domingo, 9 de junho de 2013

caos calmo

as canecas, incessantemente, 
esquecidas no canto.

as rasuras do caderno

e na vida,

os óculos quebrados,

e as musicas que não param de tocar na minha cabeça,

os ponteiros a percorrer-me,

cada vez mais rápido, o relógio do que sou...

frente ao espelho,


o que fui?


minhas unhas pintadas de café,

meu cabelo no rosto...

tudo enfim,

cada vez mais minimo e dispensável...

me pára o tédio pela garganta,


e no peito...


a sensação de estar a enlouquecer,

sem contudo,
poder despentear os cabelos ou amassar-me a camisa...


amassei-me.