terça-feira, 14 de julho de 2015

daquelas manhãs nubladas,
em que a poesia te derrete no papel.

não escrevo muito bem nesses dias,

ou em outros dias...

pouso o lápis pela folha do caderno,

a tarde e o tédio,
o garrancho 
o sono
e a vida...

e não me sobra muito além do  verso,

e da costumeira janela esquecida aberta a minha frente...

não poderia amar nada mais verdadeiramente
que a minha janela, 


e me casaria com ela se pudesse...

daquelas noites estreladas, 
a te fazerem derreter 
feito 
                  p
                  o  e
                        s
                      i    a 
pelo peito.