terça-feira, 17 de maio de 2016

[Impressões sobre um filme que não lembro o nome]
Já dizia Mário Quintana que sonhar é acordar-se para dentro.
Freud e Jung certamente diriam algo parecido sobre isso, e muitas outras coisas, mas honestamente não estou muito interessada em psicologias e psicanalise hoje...
A poesia já sabe de tudo/ou quase tudo que as teorias apenas podem suspeitar. 
E você pode muito bem pensar o mundo como um sonho de quem tem os olhos despertos para dentro de deus. (seja lá o qual for a sua ideia de deus), mas me parece muito mais bonito pensar na existência humana como muito mais que uma ilusão flutuando entre uma ponta e outra de um poema adormecido em papel e tinta.
Quem dera ter a santidade de ser poeta sem jamais ter conhecido palavra alguma...
O que temos nós de mais bonito se não o concreto dos dias?
O travado do relógio, o cheiro de café quente, a lágrima e a calçada esburacada...
A vida é bela e terrível em todas as suas grandes miudezas, isso é certo.
Delicada e monstruosa em cada despertar.
Sonhar é estar irremediavelmente desperto. Dentro e fora.