sábado, 13 de novembro de 2010

Miséria

Ela se esconde entre ruas e esgotos.
E em cada rosto,
Em cada nome.

Ela faz de olhos úmidos seu abrigo.

Ela é o pesadelo que assombra
as noites estreladas.

Ela é a lágrima fria
que escorre em sua face.

E,mesmo quando está ausente,
se faz presente na escuridão,
assombrando aqueles que tentam fechar os olhos.


Seu rosto se perde entre a multidão,
Seus olhar reflete o mundo,
Em suas veias corre o sangue dos justos,
Seu coração se alimenta de todos os corações partidos,
que já não batem mais.

E assim como você e eu,se sustenta,
Com a inocência e a coragem,
De todos aqueles que ousaram um dia sonhar,
que ousaram ter esperança.

Não sei ao certo seu nome;
Apenas sei que ela pode ser;
Maria,Joana,José,João...
Ou talvez tenha teu nome!

São tantos os rostos e nomes que ela assume,
que preferimos, apenas ,apelidá-la de:

Miséria!

[Este é um dos meus primeiros textos,foi escrito quando eu tinha;por volta;de uns 16 anos]