Ela se esconde entre ruas e esgotos.
E em cada rosto,
Em cada nome.
Ela faz de olhos úmidos seu abrigo.
Ela é o pesadelo que assombra
as noites estreladas.
Ela é a lágrima fria
que escorre em sua face.
E,mesmo quando está ausente,
se faz presente na escuridão,
se faz presente na escuridão,
assombrando aqueles que tentam fechar os olhos.
Seu rosto se perde entre a multidão,
Seus olhar reflete o mundo,
Em suas veias corre o sangue dos justos,
Seu coração se alimenta de todos os corações partidos,
que já não batem mais.
E assim como você e eu,se sustenta,
Com a inocência e a coragem,
De todos aqueles que ousaram um dia sonhar,
que ousaram ter esperança.
que ousaram ter esperança.
Não sei ao certo seu nome;
Apenas sei que ela pode ser;
Maria,Joana,José,João...
Ou talvez tenha teu nome!
São tantos os rostos e nomes que ela assume,
que preferimos, apenas ,apelidá-la de:
Miséria!
[Este é um dos meus primeiros textos,foi escrito quando eu tinha;por volta;de uns 16 anos]