A essa altura o vazio já é tão imenso ,
Que sequer consigo pensar em algo decente para escrever
São 22:57 da noite,
Eu não tenho o que falar ,
Meu corpo cheio de cansaço,
Me esvazia a cabeça...
E essa insônia que me dorme nos olhos
me amanhece,
Me lembrando que amanhã é sábado outra vez,
Outra vez vazio,
Outra vez inútil
Outra vez ...
E essa solidão que me acaricia os cabelos castanhos,
Não me deixa esquecer que depois de amanhã já é domingo
Ah ,outra vez domingo,
Outro domingo dormido,
Esquecido,e inútil...
E esses versos que escrevo pra ninguém,
Me lembram que também ,eu,
Não passo de um Zé ninguém qualquer,
Perdido por ai,
Junto a outros tantos Zés ninguéns
Que só sabem reclamar
Esperando o dia terminar
Pra depois recomeçar,
E começar,
Pra terminar,
E terminar ,
Pra começar..
E repetidamente,
Início,meio e ...
Mas ,cadê o fim?!
Ficou lá atrás,perdido com um zé ninguém qualquer
Que não quer dormir,
Só pra não ter que acordar mais tarde,
E mais uma vez recomeçar...
Mas,pobre Zé Ninguém..
Mal sabe ele
Que já ta dormindo em pé,e de peito aberto...
E pobre de mim,
Que sei disso também,
E continuo aqui,
Sem dormir,
Só pra não ter que acordar...
E inútil ,mais uma vez será...
...e escreverá.
Esse pobre Zé ninguém...
... E eu também.