domingo, 15 de setembro de 2013

desmedida

(reeditado)

se dissipa e me dissipa,

o tempo 

tempo...

tempo é raso,
falho e
ilusório.

o que nos move,

dos pés 
à
cabeça,

nos

                 g
               i     r
                 a 
                           muito além dos ponteiros 
                                  de qualquer relógio...


tempo,

tempo nem existe, meu bem.

e eu não dou a minima...


a medida certa e inexata

de qualquer palavra,
é uma vertigem de silêncio e caos.

a medida que me foge pelos versos...

escrever é tão vão.

e vão...

me escorrer a alma por entre os dedos,

me escorrer
no peito...

e os versos,
pelas mãos

me silenciam
e gritam...

vertigem de silencio e caos...

o coração que me pulsa e pára,

não pára,
exato.

e é tempo também...

tempo?

só corre,

           e

e
   s
c
  o
r
  r
    e

é vertigem de relógio... só corre.

e o peito
me vai,

desmedido,
é poesia ... e só corre...

tempo.


tempo nem existe, meu bem...