entre o meio
e o canto esquerdo do peito.
nas mãos ocas de mim,
nos lábios trêmulos de silêncios.
o que me corta é o tempo.
me atravessa o espelho,
os olhos, e os ponteiros.
movo os dedos devagar,
tecla depois de tecla,
desembaço as lentes dos óculos,
tem ainda o astigmatismo...
me invade o quarto,
o amassado da folha, o desbotar da tarde... e já é tarde. deus, como é tarde.
até pro que ainda é cedo, já é tarde!
bobagem...
ainda me encanto do verso.