os livros atrasados da biblioteca,
a porta quebrada da sala 7 na escola,
a minha janela aberta,
os carros
e a chuva
que molha dentro e fora...
teus olhos de engolir paisagem,
olhando por trás da minha nuca,
meus dedos cumpridos
de unhas ruidas,
roendo tempo por detrás da tua nuca.
tudo é verso a me escrever e esquecer.
tempo a me diluir
e secar.
gosto de fim na ponta da língua,
gozo
e choro
quentes
no canto da tarde.
amor, é só outro verso a escrever e esquecer.