os livros espalhados pelos cantos da sala,
cortina aberta,
folhas amassadas
a letra miúda,
e as xícaras de café
esquecidas na mesa,
cortina aberta,
folhas amassadas
a letra miúda,
e as xícaras de café
esquecidas na mesa,
o silencio que canta,
pelas bordas da casa,
o gato que dorme
nos meus pés...
pelas bordas da casa,
o gato que dorme
nos meus pés...
tudo é verso a me espalhar,
do teto
ao
chão,
do teto
ao
chão,
nada sobra que não seja poema.