2017 passou,
e eu me sinto a mesma pessoa,
com algumas dores a mais
na coluna,
e um diploma pra guardar na gaveta.
tem um tédio em mim que nunca morre,
se esconde por entre as linhas,
debaixo da cama,
dentro do espelho... mas não morre.
eu pinto o cabelo,
compro cadernos pra deixar em branco,
ligo e desligo o computador,
e só,
uma vida inteira pra aprender a existir.
e, até aqui... muitas dores a mais na coluna.