terça-feira, 8 de maio de 2012

Um par de olhos castanhos com astigmatismo,
cabelo escuro, levemente bagunçado,
camisetas e tênis velhos,
e uma porção de outras pequenas insignificâncias em mim...

Talvez eu já tenha falado de tudo isso antes... Sim, sim; eu já falei.

Repetição atrás de repetição... Meus versos. 

Não; meus dias. Repetição atrás de repetição.

Poesia não serve pra muita coisa. (Repito)

Há poetas incríveis a fazer, e escrever coisas incríveis, 
um ou dois pelo menos,
E mesmo esses, são infelizes...

O que te preenche a folha, geralmente é o mesmo que te esvazia o peito...

Mas não, não, eu me recuso a continuar nessas linhas de raciocínio.

 Ah se a poesia resolvesse tudo... E quem se importa?...

A noite tá linda né?!

Vamos apenas fugir, meu bem,
com uma garrafa de vinho,
pra ouvir um pouco de blues bem longe daqui?

3 comentários:

  1. "Poesia não serve pra muita coisa."


    Lembrou-me um verso de ÁRVORE, de Manoel de Barros.

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  2. Lindo isso Mirtes, sempre vale a pena passar por aqui.
    Teu poema me fez pensar e rir, isso é mesmo verdade -texto poéticos ou poemas se repetem, e talvez por isso a gente os sinta diferentes.


    Saudações e um desejo de dias quase felizes, heheh

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  3. Polipássaros:
    http://www.youtube.com/watch?v=rI-f7oeUSBY

    Vamos cantar!

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