sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

incabando

eu tô olhando para uma tela em branco,
que me reflete o nada dos olhos e da vida.

um belo espaço de tempo
entre o antes e o agora,
e um pouco mais de um depois a borrar
e esperar...

esperar e
expelir 
ar
e
ar.

desalinhar
o passo
e o peito,

o verbo
e o  peito.

o tempo e... respirar.

de ar 
em ar. 

tempo é ralo
e espesso,

abrir janelas,
arrumar gavetas

colocar
as neuroses nos lugares.

fica bem assim,

cortinas brancas,
e a cama por fazer.

um pouco menos
entre um e outro agora.

borrar
e existir,

peito que me é ralo
e espesso.

vida cheirando a tinta
e incerteza. 

fico bem assim.

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