daquelas manhãs nubladas,
em que a poesia te derrete no papel.
não escrevo muito bem nesses dias,
ou em outros dias...
pouso o lápis pela folha do caderno,
a tarde e o tédio,
o garrancho
o sono
e a vida...
e não me sobra muito além do verso,
e da costumeira janela esquecida aberta a minha frente...
não poderia amar nada mais verdadeiramente
que a minha janela,
e me casaria com ela se pudesse...
daquelas noites estreladas,
a te fazerem derreter
feito
p
o e
s
i a
pelo peito.
Tão sensível que me arrepiou.
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