terça-feira, 9 de janeiro de 2018

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2017 passou,
e eu me sinto a mesma pessoa,

com algumas dores a mais
na coluna,
e um diploma pra guardar na gaveta.

tem um tédio em  mim que nunca morre,
se esconde por entre as linhas,
debaixo da cama,
dentro do espelho... mas não morre. 

eu pinto o cabelo,
compro cadernos pra deixar em branco,
ligo e desligo o computador,
e só,

uma vida inteira pra aprender a existir. 

e, até aqui... muitas dores a mais na coluna. 

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