quinta-feira, 25 de outubro de 2018

dia 1

Mas, há ainda de se erguer castelos...
de pó e silêncios.

rebocar o tédio das paredes,
consertar o incerto do piso,

trocar o vazio da janela,
costurar os buracos no vestido e nos dias...

limpar as teias de aranhas,
do clichê e do verso.

todo blasé que me corroí,
estraga as cortinas,
e me amarela
de café e tédio os dentes.

do teto
ao chão.

tudo é tempo,

termina e não acaba.

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