sábado, 24 de julho de 2010

À todos os covardes

Todo mundo com suas vidinhas tão perfeitas
todo mundo com seus dias tão contentes
todo mundo com suas roupas tão limpas ,tão arrumadinhas
todo mundo com suas belas salas de estar
todo mundo com suas ideais tão sensatas
todo mundo com seus discos tão sofisticados
todo mundo com seus corações tão quentes
todo mundo com os seus olhos sempre tão vivos
todo mundo !
Todo mundo!
Todo mundo com suas gargalhadas tão estridentes
todo mundo com suas vidinhas tão confortáveis
todo mundo com o seu belo senso do comum
esse poema é dedicado à todo mundo que não sabe viver
à todo mundo que se esconde
à todo mundo que apaga as luzes de propósito
à todo mundo que prefere o escuro
à todo mundo que vive sem respirar
à todo mundo que tem medo de amar
à todo mundo que tem medo de sonhar
à todo mundo que tem medo de sentir medo
[pois não admitir o próprio medo é a pior fraqueza]
esse poema eu dedico à vocês e a mim também
essas linhas amargas e mal escritas eu dedico a todo mundo
que não sabe viver,
e que prefere a solidão,
à todo mundo que alimenta pequenos medos,
à todo mundo que prefere a certeza
à todo mundo que acredita sem questionar
à todo mundo que não enxergar a tristeza alheia
à todo mundo que se alimenta da miséria alheia
e só tenho mais uma linha a escrever que dedico à você que está lendo essas linhas tortas e vazias
Carpe diem seu idiota alienado e covarde!

Um comentário:

  1. Fantástico! Muito bom mesmo...suas linhas não são tortas e muito menos vazias. Elas nos dizem muito e se alguém não é capaz de ver isso,é porque não consegue ver nada além do seu próprio nariz e do seu "carpe diem" egoísta. Parabéns pelo texto. Excelente...

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