quarta-feira, 7 de março de 2012

rascunho de nada

os teus limites,
medos,
segredos,

a tua respiração pesada,
os batimentos do teu peito,
tão lentos...

teus passos tortos,
bifurcando
pela  estrada,

tudo muito além do que eu poderia entender...

os meus limites,
medos,
segredos...

a minha respiração, 
os batimentos 
do meu coração, descompassados,
batendo fora do ritmo,

meus passos
bifurcando,
fora da estrada, 

tudo muito além do que você poderia enxergar...

todos os caminhos,  perdidos,
diferentes,
e talvez...
igualmente banais.

5 comentários:

  1. ave, gostei do tom, e do fim imprevisível, mas de um realismo que nos apavora

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  2. Falta ritmos, o cadenciar às vidas, no mundo.

    Mas, o silêncio não é o que não se ouve.

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  3. eu gostei tanto desse texto,que foi para o meu caderno de poesias.

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  4. É Mirtes. Que importa se o caminho é pedra, mata, asfalto, água, éter?...
    todos nós rolamos para o mesmo desfiladeiro.
    todos nós sentimos, bem ou mal, as mudanças das estações.
    e todos têm no fim desta jornada aquele mesmo ponto final comunitário.

    parabéns pela desenvoltura do poema, que faz pensar.

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  5. Fala Mirtes, to escrevendo ainda só que no papel. To sem net, véi... quando eu tiver com um texto perto posto no blog

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