quinta-feira, 30 de maio de 2013

22:35

minha garganta inflamada,
me dá um certo gosto de finitude e humanidade.

nada mais banal...

estudantes de psicologia,
filosofia, medicina,
faxineiros, 
a crente da igreja,
policias, trombadinhas e pedintes no trem...

todos nós ignoramos,
e uma hora ou outra nos inflama qualquer coisa na garganta.

e tanto faz a ideologia de merda que escolher.

você pode pensar no mundo como uma farsa,
e ignorar  a problemática de sê-la também.

não me faz diferença...

o que temos além da realidade do despertador,
das aulas chatas de terça,
balcões de lanchonete,
escolas e vielas?...

o cara que você amou ano passado,
o seu cachorro atropelado, 
os livros e arquivos no pc,
o chefe
a mulher que te vende sanduíche,

tudo isso é muito mais do que poderia ter.

não nos possuímos, a nós mesmo.

não; não possuímos. e só, nos possuímos.

e não há  amor, 
ciência,
fé ou poesia,
que nos redima do que somos.

tomo um remédio,
e escrevo...

porque não há o que redimir, afinal...

simplesmente, não há.

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