domingo, 26 de maio de 2013

mariposas

o que poderia eu fazer com mariposas,

o que faço sem?

mariposas…

mariposas voam.
dentro de todo o tempo,
tempo é coisa rara,
rala, 
que se devora, 
e esmaga.

mariposas não tem noção do tempo,

e tempo não é nada,
pouco menos que os ponteiros e o relógio.
pouco mais que eu,
e o resto.

peguei o livro e deixei a porta do quarto aberta,
ela dá pra rua,
não que isso importe,

nem porta, livro ou rua…
o céu vai se acinzentando,
à toa… 

poderia chover ou fazer um puta sol,
que não me faria diferença alguma,

nada faz.
mariposas…
são bonitas,
porque são bonitas,

não fazem sentindo, não fazem tempo,
não escrevem poemas
vertem lagrimas ou sorriem,

mariposas são mariposas,
porque são mariposas.

apenas mariposas. 
isso não é feio nem bonito.

não há mariposa que me entre pela porta do quarto,
só tempo que me foge pela janela.

as mariposas voaram…

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