domingo, 15 de setembro de 2013

desmedida

(reeditado)

se dissipa e me dissipa,

o tempo 

tempo...

tempo é raso,
falho e
ilusório.

o que nos move,

dos pés 
à
cabeça,

nos

                 g
               i     r
                 a 
                           muito além dos ponteiros 
                                  de qualquer relógio...


tempo,

tempo nem existe, meu bem.

e eu não dou a minima...


a medida certa e inexata

de qualquer palavra,
é uma vertigem de silêncio e caos.

a medida que me foge pelos versos...

escrever é tão vão.

e vão...

me escorrer a alma por entre os dedos,

me escorrer
no peito...

e os versos,
pelas mãos

me silenciam
e gritam...

vertigem de silencio e caos...

o coração que me pulsa e pára,

não pára,
exato.

e é tempo também...

tempo?

só corre,

           e

e
   s
c
  o
r
  r
    e

é vertigem de relógio... só corre.

e o peito
me vai,

desmedido,
é poesia ... e só corre...

tempo.


tempo nem existe, meu bem...

9 comentários:

  1. Que lindo, em minhas leituras nunca tinha visto trabalho tão bem escrito. É impressionante, na verdade é fantástico, fico agradecido que compartilhes estes escritos com o público, algo que, com certeza vale a pena ler.

    ResponderExcluir
  2. Tô fazendo um filme longa-metragem.
    Você pode me ceder um texto seu para fazer parte dele?

    Aguardo resposta,

    Bj.

    ResponderExcluir
  3. Oi Mirtes, dá uma olhada no blog depois:wesleyliteratura.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. "tempo nem existe, meu bem"
    só existe a distância e suas várias escalas de solidão.

    ResponderExcluir
  5. Mirtes Rodrigues, você escreve como quem goza os beijos que não teve, você me excita e eu amo a lucidez nos teus poemas loucos.

    ResponderExcluir
  6. Eu esqueci de dizer, que louca e poéticamente te amo ...

    ResponderExcluir