domingo, 6 de setembro de 2015

a rotina das xícaras de café,
dos corredores,
lápis
e cortinas,

o prender e o soltar 
o ar.

tudo é tempo a nos consumir 
segundo a segundo,

mas o tempo a medir nunca foi,
realmente,
este dos calendários e relógios.

me fica um sabor amargo e doce de domingo,
algo entre o acabar e o começar...

se pudesse plantaria o coração em um vaso de barro,
e o deixaria respirando na janela da frente,
crescendo 
fora de mim... 

enquanto esqueço do frio de setembro,
e danço nua na sala de estar.

quem dera pudesse colher flores no meu peito. 

Um comentário: