domingo, 6 de setembro de 2015

tomei um banho rápido,
para tentar espantar essa febre,
que me acompanhou boa parte da tarde.

me sentei no sofá,
e fixei meus olhos na porta de entrada.

há um descompasso em mim,
que não é muito simples de ignorar.

me levantei e fui até o portão,
não há nada na rua, além dela mesmo.

tão pouco há em mim,
outra coisa,
se não
eu.

acho que esse semestre irei mal nas provas,
não que isso me importe...

pouca coisa tem importado realmente.

a vida tem me batido bem forte na cara,
e o roxo que vai me ficando,
já deixou de parecer bonito faz tempo.

eu fecho as janelas, 
e espero abrir qualquer coisa aqui dentro.

não abre. 

existir continua sendo um absurdo bem difícil de aturar.

... e que se dane. 

tiro os sapatos pra sentir o chão frio  da sala com as pontinhas dos dedos...

quem dera poder tirar de mim a alma
com a mesma facilidade que tiro os sapatos.

Um comentário:

  1. Tanto de mim que parece que fui em quem pensou. Como se estivesse aqui do lado de dentro e eu nem soubesse que sabia.

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