domingo, 27 de setembro de 2015

o cheiro do bolo de milho na cozinha,
o barulho da chuva,
os carros passando por cima da ponte
o toque do telefone,
a bagunça dos livros...

tudo é tempo a me engolir e cuspir.


o trabalho na segunda,

a nota da prova de terça,
as linhas riscadas no caderno,
e os poemas sem terminar,

tudo sou eu,

escarrada  e engolida em mim.

o escuro do quarto,

os ruídos na rua a  tarde,
o domingo e a sexta,

tudo é fim e começo,


me prende e solta

o verso 
a me entalar o peito na garganta. 

o arrepio da pele,

o cabelo molhado,
o salgado da lágrima..
o gosto de  água do chuveiro,
o começo e o fim do beijo...

tudo há de ser poesia. e ainda bem, bem maior que  isso. 

3 comentários:

  1. Gosto muito dessa poesia que transcende o papel

    ResponderExcluir
  2. Tu deveria ser poetisa e pianista, teus dedos na foto sugerem musica.
    Mas tu é boa demais e preguiçosa demais, isso se equilibra.
    aproveita o fim de semana.

    ResponderExcluir