Rascunho de quase aniversário (quase 31)
Eu preciso comprar uma cadeira,
endiretar a coluna,
Ir ao dentista,
Deus, preciso mesmo ir ao dentista...
Faz alguns anos que não escrevo e não leio,
Vivo como quem espera
que me abram as cortinas,
Para me esquecer de fechar as janelas do peito.
Amanhã é 17 de dezembro,
Vou piscar e será 28... aniversário,
vela,
parabéns,
qualquer coisa asism.
Tanto taz.
O que fiz de mim nos últimos 15 anos?
Me sinto esparramada e estilhaçada em meia dúzia de versos bobos.
No inacabado da linha,
Entre um ponto e uma vírgula mal colocada,
Não me cabe muita congruência.
Próxima linha,
Próximo poema.
Nada a dizer,
muito por sentir.
Depois de amanhã já é 18 de dezembro.
Deus, só consigo pensar no dentista.
Se ignorar é foda,
Se perceber é pior.
Sigo com as cortinas entreabertas ao redor de mim.
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