quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Rosa

Ele estava regando as flores no jardim
Quando de repente percebeu
Que a pequenina rosa,
Aquela a qual lhe dedicara todo o seu esforço e amor
Estava morrendo,
“Tão linda”, ele pensou,
Mesmo assim quase morta algo nela preservava seu encanto,
“Tão linda e tão frágil”
Ele se lembrou dos dias que passou
Regando suas pétalas,
Lembrou do dia em que a plantou
Em um vaso ;pequenino; como um dia ela seria
Lembrou de ficar parado,
Apenas olhando o vaso,
Enquanto esperava que ela florescesse
Lembrou de sua alegria,
Quando em uma manhã ensolarada
Ela finalmente desabrochou,
E ele a viu pela primeira vez
Tão pequenina e frágil, como só as rosas cultivadas com carinho e paciência
Podem ser,
Ele se lembrou de como sua beleza o enternecia nas manhãs de sol
Ela ficava quase tão bela, quanto no dia em que floresceu.
Era uma manhã de sol...
E ele chorou como já não chorava desde criança,
Chorou e suas lágrimas regaram
As pétalas da rosa.
Porém, a rosa não pôde sentir o calor de suas lágrimas.
Sentiu apenas o beijo frio da morte,
Pois mesmo as mais belas rosa dos jardins,
Morrem um dia...
Ele sabia disso, e chorou,
“Como era bela” pensou,
Enquanto regava as margaridas
Em outro canto do jardim.

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