quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Compreensão da ignorância

Querer nada, é querer muito
Querer muito, é não querer nada
Tanto quero, nada tenho
Nada quero ,tudo tenho
Sinto muito ,nada sinto
Nada sinto?
Sinto muito...
Penso muito ,penso nada
Nada penso ,penso em muito
Nada vejo,vejo tudo
Tudo vejo ,vejo nada,
Entendo pouco,compreendo muito,
Compreendo tanto,
E de tanto compreender,
Nada entendi...
Nada pensei...de tanto pensar.
De tanto pensar cansei,
Cansei até mesmo de pensar no cansaço,
Apenas sinto um vazio,uma mistura de tédio e solidão,
Uma solidão de poeta sem a poesia,
Uma solidão de boêmio,sem a boemia,
Uma solidão de solitário.
De tanto querer companhia,
Subverti a companhia em solidão...
De tanto pensar no meu próprio pensar,
Nada pensei...
Nada pensarei.
De tanto querer o meu querer,nada quererei,
De tanto sentir o meu sentir,nada sentirei,
De tanto, ser tanto,
Nada sou,
Pouco sou,
De tanto compreender,nada entendi...
Por saber tanto,e tanto saber do meu saber,
Ignorei a minha própria ignorância.

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