sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Zé ninguém

A essa altura o vazio já é tão imenso ,
Que sequer consigo pensar em algo decente para escrever
São 22:57 da noite,
Eu não tenho o que falar ,

Meu corpo cheio de cansaço,
Me esvazia a cabeça...

E essa insônia que me dorme nos olhos
me amanhece,
Me lembrando que amanhã é sábado outra vez,
Outra vez vazio,
Outra vez inútil
Outra vez ...

E essa solidão que me acaricia os cabelos castanhos,
Não me deixa  esquecer que depois de amanhã já é domingo
Ah ,outra vez domingo,
Outro domingo dormido,
Esquecido,e inútil...

E esses versos que escrevo pra ninguém,
Me lembram que também ,eu,
Não passo de um Zé ninguém qualquer,
Perdido por ai,
Junto a outros tantos Zés ninguéns
Que só sabem reclamar
Esperando o dia terminar
Pra depois recomeçar,
E começar,
Pra terminar,
E terminar ,
Pra começar..

E repetidamente,
Início,meio e ...

Mas ,cadê o fim?!

Ficou lá atrás,perdido com um zé ninguém qualquer
Que não quer dormir,
Só pra não ter que acordar mais tarde,
E mais uma vez recomeçar...

Mas,pobre Zé Ninguém..
Mal sabe ele
Que já ta dormindo em pé,e de peito aberto...

E pobre de mim,
Que sei disso também,
E continuo aqui,
Sem dormir,
Só pra não ter que acordar...


 E inútil ,mais uma vez será...
...e escreverá.

Esse pobre Zé ninguém...
... E eu também.

2 comentários:

  1. Pô, Mirtz, me sinto assim todo dia, melhor, toda noite... Muito bom esse texto, desde que eu venho aqui só vejo os poemas melhorando, cada vez melhores, cada vez mais intensos!
    Muito bom!
    gostei muito, demais!
    abração Mirtz!

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  2. E eu também...eu também.

    Sem mais!

    Foda mais uma vez!

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