quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Se eu roesse todas as minhas unhas, uma a uma,
ainda assim, não daria fim a minha ansiedade.

É complicado explicar o que me faz roer,
assim, 
todas elas... A ponto de me repetir os versos.

Às vezes passo horas e horas, apenas como se tentasse,
apartar uma briga, 
constante e inútil, dentro mim,

Procurando uma maneira de me ajustar melhor a tudo que sinto,
e algumas vezes, até mesmo, ao que eu não sinto;

Vou como um bêbado, cambaleando, e soltando frases,
que não fazem muito sentindo,

Me sinto inadequada,
e acuada,
como se não me ajustasse bem, nos meu próprios sentimentos,

Ando meio trôpega dentro de mim... 

E eu não sou, exatamente, o que você poderia chamar de sociável, e isso não ajuda muito, eu acho.

Às vezes, eu queria mesmo,
simplesmente,
que eu tropeçasse, de uma vez, para fora daqui.

3 comentários:

  1. Como dizia Fagundes Varela: "O exilado está só por toda parte." não sei se cabe bem ao poema.

    Dezembro é um mês dos demônios!

    Talvez seja melhor perder-se/achar-se em si do que cair fora de tudo, mas esse tipo de "talvez" não ajuda ninguém...

    ResponderExcluir
  2. Tropeços são interessantes.

    Mas, cuidado com os vermes.

    ResponderExcluir