sábado, 16 de junho de 2012

Sereno

eu vou compor uma canção,
pra tocar baixinho só no meu ouvido,
quem sabe, assim, espantar os fantasma do meu quarto...

... e o tempo frio,
que se anuncia em tempestade,
vem  hoje não,  meu bem,

amanhã talvez,  mas hoje não,

e há de clarear,
sereno...

e há de chover também,

mas quem há de se importar com tempestade,
se mais tarde o cinza faz o sol , clarear pra lá...

vem cá,
ouvi a canção, 
que eu te escrevi,

pois no sereno do  meu peito
bate devagar,
o mesmo coração que o teu,

e sereno,
há de clarear...

enquanto os carros choram pelo asfalto,
e corujas piam pra qualquer silêncio,
e o dia segue meio claro, meio cinza,

mas há de clarear,
há de clarear,

mesmo cinza, há de clarear.

pois sim,
há de clarear,

vem cá, ouve essa canção,
que eu escrevi,  pra tocar baixinho só teu ouvido,

pois no sereno do teu peito,
bate devagar  o mesmo coração que o meu...

e o peito,  há de clarear, 
também.

há de clarear,
meu bem,
há de clarear, sereno... 

6 comentários:

  1. No sereno não vemos as coisas que temos que catar no ar.

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  2. Ah, ah de clarear. Sereno.
    Bonito.

    Bjws, até breve;
    Sem Guarda-Chuvas

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  3. Uma das mais belas canções poéticas que ja li e que agora ouvi(sem precisar de melodia) silenciar dentro de mim.
    Mirtes, tu é muito boa em teus poemas, mas nesse tu extrapolou, isso pra mim é excelência.
    Amei ler cada linha ...

    Saudações!

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  4. AHÁ, cá estou de volta! He.

    Linda como sempre, hein?!

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  5. Você gosta do sereno e este mundo é pequeno pra lhe segurar... blá blá blá...

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