sexta-feira, 29 de junho de 2012

Junho

tem qualquer coisa muita bonita,
nisso,
de sermos sozinhos assim.

e tem qualquer coisa de muito solitário em toda companhia...

eu sigo andando com os meus passos tortos,
cambaleando devagar, 
a vagar,
por qualquer caminho,  à toa,
eu vou a pé,
sem fé...

no meu peito mora 
silencio,
ecoa vazio, vazio...

é triste, ser triste assim,
sim, sim,
eu sei, eu sei...

sorrio de canto,
e canto,
quase sem mover o músculo da face,

e pra que tanta alteração,
tudo permanece sempre tão  igual...

a mesma soma tola,
de um mais um,
quem sabe quanto dá...

quem sabe quando dá,
pra sorrir aberto,
com 32 dentes fortes,
mesmo no amarelo costumeiro...

tem pressa não
abre a boca e cala,
e canta,

abre a boca ,
e
vai,
e vou...

sabe deus pra que,
sei eu pra que de deus...

só vou, 
só vou...

catar a vida,
verso 
e estrela... 

4 comentários:

  1. Mirtes, tu inova dentro de um mesmo estilo e o melhor disso, é que tu sente, vive e te renova dentro dessa mudança, tu me passa a sensação de quem esta muito contente com isso. Teus poemas dizem isso e é bom acompanhar essa transição.


    Saudações!

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  2. É tão sei lá, de +

    "quem sabe quando dá,
    pra sorrir aberto,
    com 32 dentes fortes,
    mesmo no amarelo costumeiro..."

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