quinta-feira, 27 de setembro de 2012

me resta deixar que os meus cabelos cresçam,

enquanto espero que o relógio atrase.

nem atrasa...

o tédio têm comido
muito 
dos meus 
sucrilhos também....

e ele  há de me gastar os dias, e esgotar boa parte do meu querer,

tenho me escorrido a toa pelo tempo,
esperando por qualquer coisa que nunca chega...

dando voltas e voltas
dentro e fora de mim,
páro 
exatamente
no mesmo lugar,

bem sei,
que nada disso faz a menor diferença pra você.

na verdade nem pra mim...

toda a minha poesia é excesso de pretensão e reticencias,

excesso de mim talvez...

o que me falta no peito,
me sobra nas folhas por amassar,

me resta somar angustias
e dividir 
o vazio do prato, 
com o nada, que me há de vir...

e o  tempo
que nem passa,

há de comer muito mais,
que só
os meus sucrilhos...

Um comentário:

  1. O tempo que passa a de tomar minha cerveja e comer minha pacienca, por que nada resiste tanto tempo.Nada, nada, nada...!

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