domingo, 3 de maio de 2015

me passam iguais,
tempo e domingo,

e esse nada

a me arder no peito...

amanhã é segunda, 

e eu sinto os joelhos  
tremerem de frio
por dentro da meia-calça...

bebo água,
ligo e 
desligo a TV,
abro as janelas,
arrumo as cobertas,

deitamos corpo e tédio na cama do que sou... não sou.

me tremem os joelhos de frio,
e o peito... de frio me arde como se nada fosse. e nada é. 

eu sumiria no próximo navio
se já não houvesse ele  partido de mim.

poesia é tempestade a me navegar,
e naufragar,
serena,
como se nada fosse. e nada é. 

navego, afago e afogo 
verso  
náufrago de mim. sou.

Um comentário:

  1. Talvez essa inquietação seja a vida te chamando pra viver o outono, andar e observar o marrom esmaecido das folhas, as vezes eu faço isso quando é domingo.
    Poesia é um espaço no qual sempre cabe um abraço, se a gente deixar, e é isso, eu acredito.
    Saudações.

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