quarta-feira, 25 de julho de 2012

c
 a
i
 v
 e
 r
s
o
  pelo
  re
ve  r  so

do meu
peito

displicente
                           assim... 

 a
           cantar
 e a calar

poesia

ah poesia,

       poesia

a toa ,

a entoar,

outra canção

sabe-se lá 
o que há
 de calar

       pelo

peito,

aberto
ou bem fechado
de qualquer poeta...

tu tropeças,
bem no meio do teu coração,

imóvel,
sem ação,

na mira
da
rima 
pobre
tola e rala

sem qualquer reação...

arma carregada,
engatilhada
e apontada pra si mesmo

manchando folha
e poesia de vermelho

pra fazer  pulsar bem no meio do teu peito...

               BANG!

um assobio mudo,
de silencio áspero e profundo...

arma carregada e engatilhada
de medo e...

bala é verso, poesia suicídio, 
a te fazer pulsar no peito...

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