sábado, 20 de outubro de 2012

janelas

queria a vida tal como a minha janela,
aberta e serena,

os carros que cortam a estrada,

a eterna viagem rumo ao destino que eu desconheço.

me amanhece a vontade de partir de mim
ir 
e voltar,

me amanhece a vontade.

somente a vontade...

metade de tudo que eu sinto se parece muito 
com cosia nenhuma,

a outra metade...

metade nenhuma.

me encontro inteira nas minhas lacunas...

me descrevo inteira na folha em branco,
no verso por escrever e amassar.

escrever é um combate...

e ninguém sairá dessa vida perdedor ou ganhador.

sairemos,
e apenas sairemos,

sem troféus maiores, que a própria vida.

sem troféus menores, que a própria vida.

sem troféus.

queria a vida tal como a minha janela,
aberta e serena...

ver os carros passarem,

e depois passar também, e apenas passar, 

serena...

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