terça-feira, 2 de julho de 2013

Ventana

O pedaço requentado de pizza,
o sábado por esperar...

A vida que me sopra  lá fora,
aqui dentro só esfria.

Sou feita de água,
sangue,
destempero,
reticencia,  interrogações,

E qualquer outra coisa, que na verdade  não convém muito bem.

Em algum ponto de mim,
me esqueceram as janelas abertas.

Me fugiu ou entrou, alma demais.

Não ei de saber.

Meu peito é qualquer coisa,
assim,
como um café amargo demais para apreciar. Quente ou frio.

Me dou o direito de entristecer e ser qualquer coisa em mim.

E talvez até me convenha,
abrir-me em meia dúzia de dentes amarelos.

Mas também não ei de saber.

Em algum ponto de mim,
me esqueceram as janelas abertas...

Em algum ponto,
decidi por não fechá-las mais.

Me fugiu ou entrou demais a alma em mim, afinal.

2 comentários: