sábado, 14 de novembro de 2015

eu deixaria toda água correr 
do chuveiro
até a minha pele 
em branco e 
pálida...

a pequenez da fronte,

o asfalto bruto, na planta dos pés,
o delicado dos botões e vestidos

como que  e

                   s
                  c
                    o r
                          r e
                          n
                              d o,  pelo ralo de mim,

há um descompasso ruidoso

a me abrir e trancar
em portas
e janelas 
o peito
e o cair da tarde,

o teu hálito quente,

meus olhos assutados,

tudo o que me 

lembro/ 
esqueço, 

me embaçando 
os vidros 

e espelhos... 

nada além da água 
que me molha as costas e os cabelos de tédio...

seco a água de mim,


corpo nu,


a esperar
o macio 
da toalha, 

em 

branca
pálida... 

a me secar, 

toda a aspereza do amor.

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