domingo, 20 de março de 2016

Eu me sinto nascendo dentro do corpo. 
E todo nascer é um morrer, em alguma medida. 
Qual medida? 
Não sei das medidas de nada...
Todo o meu saber começa e se encerra 
no fechar e abrir 
das minhas cortinas. 
Toda a minha poesia é uma cortina branca
Ora abre, ora fecha...
Mas não sabe que abre, nem que fecha. 
Nada, se não, cortina de algodão e vento.
Ora sabe, ora nada... 
Venta. 
Eu me sinto nascendo cortina dentro do peito. 
Vento.

2 comentários:

  1. É meio que um processo de mudanças não é?

    Boa noite, bjs

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  2. Que bom te saber assim entre cásulo e borboleta, num outono que me alegra quando tua poesia o sustenta.
    Uma boa semana.

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