sábado, 26 de março de 2016

os livros espalhados pelos cantos da sala,
cortina aberta,
folhas amassadas
a letra miúda,
e as xícaras de café 
esquecidas na mesa,
o silencio que canta,
pelas bordas da casa,
o gato que dorme
nos meus pés...
tudo é verso a me espalhar,
do teto
ao
chão,
nada sobra que não seja poema.

2 comentários:

  1. E eu querendo ler as folhas que o vento sopra de você. Tua solidão é quase uma melancolia minha. Tu me faz sentir uma melodia nisso tudo.
    Abraço

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