segunda-feira, 18 de julho de 2011

Desalinho

Do muito que sente,ao, quase nada,
que se entende...      
      
                   M
         i
            s
                 t              o
         u
        r                 d           s,
                 a
                      

                    dedos e
                              silêncios,


                    olhos e vozes... Palavras e...

                           É tudo tão plástico.
                                                         
                                                           Vago...     

Movimentos curtos,
tão breves, como sussurros.

Perco-me,
entre, meu proprio vazio,                 
                  versos,e linhas...
                                              Parece que...
                                D
                        e
                          s   a 
                                  l
                                i    h      o (-m
                           n                             e).

6 comentários:

  1. Você merece elogios simplesmente pela ousadia de escrever do jeito que lhe dá na telha.

    E pela paciência e delicadeza na "lida" com as letras-palavras.

    Bj, irmã.

    F.

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  2. Oi Mirtes
    pensei um Spleen agora.
    A imagem que a maioria das tuas poesias passam, assim como esta, é sempre vinculada ao pensar,(também) isto ao meu ver, logicamente, algo como uma percepção de si, coisa que muito me atrai. Imagino que você trabalhe o que faz. Vejo por certos recursos que você usa e tals...
    Bem, é isto.

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  3. difícil evitar puxar seu saco.
    mas acho que sinceridade não equivale a isso.
    então lá vai: tu escreve de um jeito muito incrível.

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  4. O texto me alinhou no desalinho!

    desalinhado, só aplaudo.

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  5. "Teu sangue ralo explica
    Tua fome de comer
    Fome de engolir com os olhos
    Tudo que se pode ver
    Fome de camisa limpa
    De ter fome, fome ter
    Já que a garganta seca
    E o difícil engolir
    Te impõe essa dieta
    Quase que como um dever
    É outra vez a marreta
    Que levanta e vem ao chão
    É a dureza concreta
    Da vida da cosntrução
    É tua tristeza certa
    É tua cama de pau
    É tua existência tonta
    Precisando de oração
    Se o que te corre nas veias
    Já não te sustenta mais
    Te resta o chão, o limite
    De onde nunca passarás
    Senão pra vala comum
    Sem sete palmos contar
    Pra tua pouca magreza
    Dois ou três hão de bastar"

    Mas alguem me disse assim que basta ser concreto basta ser objetivo veja como tudo fica claro tudo se explica que merda droga porra nada existe nada é concreto salvo a poesia salve a poesia faça menina faça meninos mas não reproduza simplesmente produza crie se rasgue se arrebente nós viemos ao mundo pra arregaçãr irmãzinha...

    "Tô com raiva e dessa vez não passa não
    Já vem de muito longe e se for mágoa
    Eu já senti e não tem explicação
    Se eu quem engoli e tudo de uma vez
    Mas vou cuspir pra digerir, algo de novo
    È, vou curtir que é bem melhor!
    Reaproveitar, sem insistir no que eu já cansei
    E não foi em vão e com os pés no chão
    Eu sigo em frente, não é tão distante
    Pois tenho uma vida pela frente, sai da frente!
    Que eu já larguei, você, libertação
    De um sentimento tão doente
    Cego e esquecido, pois eu não escrevi
    Não espoliando sentimento, é bem por ai!

    Vou procurar esquecer pra lá do além
    O que a razão sempre descobre
    E insistir em sentir...
    Um sentimento que a razão nunca remove

    Despertei mais uma vez
    E pra quem não cansa da maldade
    Igualzinho eu persisto no bem
    Seguindo vida entre um paralelo
    Entre a morte vida, e a vida viva zen
    Nessa disputa não há certo ou errado
    O mais provável é a melhor refuta que vem
    Desbancar num nano o que é quem da humanidade
    Só sei que nada sei além, da subjetiva liberdade.

    Vou procurar esquecer pra lá do além
    O que a razão sempre descobre
    E insistir em sentir...
    Um sentimento que a razão jamais remove"

    ... e cadê os meus malucos e onde estão os meio malucos viva eles vivo eu ou não meio morte meio aí meio subjetivo nada concreto cimento grana dinheiro triste amor fim aqui estou frio nos pés calor nas mãos alguém me diga que não devo continuar mas quem poderia eu não obedeço eu morri e não estou no céu.

    "
    O céu vai tão longe está perto
    o céu fica em cima do teto
    o céu tem as quatro estações
    escurece de noite, amanhece com o sol

    O céu serve a todos
    o céu ninguém pode pegar
    o céu cobre a terra e a lua
    entra dentro do quarto, rua do avião

    Dentro do universo mora o céu
    O céu pára-quedas e saltos
    o céu vai do chão para o alto
    o céu sem começo nem fim
    para sempre serei seu fã"

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