quarta-feira, 14 de setembro de 2011

se quisesse o tempo...

... Com as mãos abertas,

apanhar um pedaço de vento,
guardaria um pouco de silêncio,
para ouvir depois,
Não;
hoje não... depois, e só, depois.
Talvez o mundo seja um vazio.
Quem sabe sou eu.
Não tenho tempo para correr,
então caminho devagar,
As horas, passam,
conto estrelas,
prendo o peito,
solto o
ar...
Quero um verso,
doce,
claro e limpo,
para me aquecer,
esparramar
e esquecer,
No peito,
que me arde,
pulsa,
e
pára,
Verso,
um pedaço de silêncio,
fora e dentro de mim,
Vazio,
perto ou
longe
de mim.
Verso;
amargo em
doce,
en
fim.
Solto o ar,
guardo silêncio,
Prendo; e perco,
medo, vento
e tempo
(s)em
ti.

3 comentários:

  1. Caramba, Mirtz! Diferente de todos os seus textos, como eu nunca vi antes! Fiquei surpreso! Tem um ritmo ótimo, é bom de ler! Dá pra sentir a pulsação, como em:

    No peito,
    que me arde,
    pulsa,
    e
    pára,

    Nesse, eu acredito que você se superou! Eu gostei muito, esse poema é pra ser lido em voz alta, pra receber aplausos!

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  2. teu punhal espalha teu tempo...

    leveza

    in agradecimento pela lãmina no blogue

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